5 motivos para assistir ‘Cidade Invisível’

Cidade Invisível é uma série brasileira de fantasia, com direção de Carlos Saldanha, veiculada pela Netflix em 2021; ela é baseada na história escrita por Raphael Draccon e Carolina Munhóz, importantes escritores contemporâneos brasileiros. O seriado é protagonizado pelos atores Marco Pigossi, Alessandra Negrini, Fábio Lago, Jessica Córes, Jimmy London e Wesley Guimarães.

A história gira em torno do policial Eric (Marco Pigossi) que, após a morte de sua esposa por um incêndio florestal criminoso, começa a viver experiências sobrenaturais ligadas principalmente aos temas de lendas da infância de todos os brasileiros. Deparando-se com um boto-cor-de-rosa em uma praia no Rio de Janeiro, Eric começa a investigar a situação, deparando-se mais tarde com figuras como a Cuca, Iara, Tutu, Saci e Curupira, vivendo como seres humanos no meio do Rio.

Hoje separamos alguns motivos legais para assistir a série, e que podem te ajudar a estudar para o ENEM e outros vestibulares. Bora conferir?

1 – Valorização do folclore brasileiro

Como dito antes, a série dá vida às mitologias da infância de milhares de brasileiros, mas isso tudo é feito com uma estética nova e rentável, parecida com a qual mitologias internacionais (como a dos Vikings e a dos mitos gregos) são mostradas pelo cinema. Isso acabou chamando a atenção da audiência de muitos países para Cidade Invisível, promovendo um conhecimento sobre nossa mitologia nunca antes visto fora das fronteiras brasileiras.

2 – Referências ao livro “Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro”

O livro é da autora Januária Cristina Alves (e olha que curioso, na série a avó de Eric se chama Januária, será uma referência?) e  reúne 141 personagens do folclore, com um recorte que busca contemplar a diversidade de origens – indígena, africana, europeia e oriental – como elemento constituinte da cultura brasileira. São humanos, bichos e seres fantásticos, que convivem e se misturam nas histórias populares. Mesmo com uma ideia mais rentável de produção artística, a série tem uma base bibliográfica muito importante, o que assegura a relevância, em partes, da narrativa.

3 – Análise crítica da produção

A qualidade da série é inegável: trilha sonora emocionante, atuações de tirar o fôlego, história linear, cenários fantásticos, repercussão nacional e internacional…mas a produção da série cometeu um equívoco preocupante, que foi notado por muitos espectadores: onde está a representatividade indígena? O único personagem retratado da maneira correta foi o Saci! Todos os demais são indígenas originalmente, e foram apresentados como brancos ou negros no seriado. Além disso, a própria Iara, que é uma sereia de rio, foi colocada como sendo de água salgada. Esses fatos renderam críticas para a produção, que se apropriou de narrativas indígenas e das regiões norte e nordeste do Brasil para desenvolver uma história no Rio de Janeiro com atores não-indígenas.

4 – O poder da tradição

A série também retrata tradições folclóricas do Brasil, como a Festa Junina, presente na vida da maior parte dos brasileiros – quase todos nós dançamos quadrilha na escola ao menos uma vez, não é? Essa valorização da tradição brasileira é importante, pois aspectos culturais como nossas festas, danças típicas e afins, são pouco conhecidos no exterior, ao passo que nós conhecemos muito o tango, o balé, o hip-hop, que são exportados de outras tradições e culturas.

5 – Questões ambientais

O Brasil é um dos países com maior diversidade de fauna e flora no mundo, isso faz com que nossas questões ambientais sejam constantemente debatidas, já que os incêndios, os desmatamentos, as enchentes, e outros fatores que se desencadeiam por ação humana, se tornam cada vez mais notórios e preocupantes. Atualmente, há uma grande preocupação por parte da sociedade civil e ativistas com relação à carência de políticas públicas para o meio ambiente no Brasil, fazendo com que o país sofra, inclusive, com a pressão internacional.

Esses fatores ambientais foram muito bem abordados na série, que mostram o impacto da presença de grandes empresas em pequenos povoados, florestas e afins. Incêndios criminosos, poluição de rios, matança de peixes e outros são parte essencial da trama, e também realidades preocupantes da vida real no país.

Agora que já sabemos mais sobre os temas relevantes da série Cidade Invisível, vamos resolver uma questão?

ENEM 2010 – QUESTÃO 106

O folclore é o retrato da cultura de um povo. A dança popular e folclórica é uma forma de representar a cultura regional, pois retrata seus valores, crenças, trabalho conhecê-la, é de alguma forma se apropriar dela, é enriquecer a própria cultura.

BREGOLATO, R. A. Cultura Corporal da Dança. São Paulo: Ícone, 2007.

As manifestações folclóricas perpetuam uma tradição cultural, é obra de um povo que a cria, recria e a perpetua. Sob essa abordagem deixa-se de identificar como dança folclórica brasileira

a) o Bumba-meu-boi, que é uma dança teatral onde personagens contam uma história envolvendo crítica social, morte e ressurreição.

b) a Quadrilha das festas juninas, que associam festejos religiosos a celebrações de origens pagãs envolvendo as colheitas e a fogueira.

c) o Congado, que é uma representação de um reinado africano onde se homenageia santos através de música, cantos e dança.

d) o Balé, em que se utilizam músicos, bailarinos e vários outros profissionais para contar uma história em forma de espetáculo.

e) o Carnaval, em que o samba derivado do batuque africano é utilizado com o objetivo de contar ou recriar uma história nos desfiles.

ALTERNATIVA CORRETA – d.

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A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.