A Semana de Arte Moderna e Anita Malfatti

Hoje nós iremos conhecer mais uma mulher incrível da história brasileira! Vamos focar na história da arte, e da icônica Semana de Arte Moderna de 1922, para assim explorar a vida e obra de Anita Malfatti.

A Semana de Arte Moderna

Um dos momentos mais marcantes da arte brasileira, foi a Semana de Arte Moderna, ocorrida em fevereiro de 1922. O evento reuniu exposições de pinturas, performances de dança, compartilhamento de poesia, palestras, e outras atividades do tipo. Os artistas engajados na Semana de Arte Moderna propunham ao público um novo modo de fazer arte, sendo esse novo estilo essencialmente brasileiro, que rompesse com estéticas tradicionais europeias – esse rompimento não era radical, mas existiu, pois os modernistas queriam fundar um modo de fazer arte brasileiro, que não copiasse ou se inspirassem em totalidade nas obras dos artistas europeus.

(Na foto as artistas Pagu, Elsie, Tarsila, Anita e Eugenia)

Nesse momento há uma quebra com arte acadêmica e tradicional, inaugurando o modernismo no Brasil – que chocou quem teve contato com esse novo modo de fazer arte, afinal de contas, essa revolução ocorreu no começo da década de 1920.

Essa semana trouxe uma nova visão para os artistas brasileiros, inaugurando e difundindo uma estética artística mais brasileira do que a de costume – fundindo elementos estrangeiros com elementos da cultura nacional, bem como motivando a liberdade de expressão e compartilhando pautas e temas nacionalistas.

Muitos nomes são destaque do modernismo brasileiro e da Semana de Arte Moderna, como Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Di Calvacanti e Pagu. Dentre essas personalidades, destacou-se também a pintora paulista Anita Malfatti.

Anita Malfatti

Anita nasceu em São Paulo em 1889, e faleceu no ano de 1964, na mesma localidade. Além de pintora, foi desenhista, ilustradora e professora. Anita pintou sua primeira obra em 1909, e a intitulou de “Primeira Tela de Anita Malfatti”.

Viveu na Alemanha entre os anos de 1910 e 1914, onde teve contato com museus além de ter frequentado renomadas instituições de arte alemãs. Morou de 1915 ate 1916 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde teve aulas de arte com artistas renomados que viviam na cidade. Voltou para São Paulo e continuou produzindo, ficando conhecida em 1917 – sua exposição, na época, sofreu duras criticas do escritor Monteiro Lobato; as criticas feitas por Lobato foram refutadas por Oswald de Andrade em 1918.

Em 1922 fez parte da Semana de Arte Moderna, integrando ao lado de outros artistas renomados o Grupo dos Cinco – faziam parte do grupo: Anita, Tarsila do Amaral, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade e Mário de Andrade.

Em 1923 foi estudar arte em Paris, retornando para a capital paulista apenas em 1928 – dois anos mais tarde, começou a lecionar arte no então Mackenzie College, na Escola Normal Americana, na Associação Cívica Feminina e em seu ateliê pessoal.

Mais tarde, integrou outros grupos modernistas na capital São Paulo. Falecendo no ano de 1964, Anita deixou um legado extremamente marcante para a arte modernista brasileira, com obras icônicas. Além do marco artístico, há também o marco histórico, visto que Anita foi uma das poucas mulheres presentes na Semana de Arte Moderna de 1922, que até o presente momento impacta o modo de fazer arte no Brasil e na América Latina.

Agora que já sabemos mais sobre Anita Malfatti e sobre a Semana de Arte Moderna de 1922, vamos responder uma questão acerca dessa temática?

Questão do Enem – 2010

Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros modernistas

a) buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as cores, a originalidade e os temas nacionais.

b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita, afetando a criação artística nacional.

c) representavam a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como finalidade a prática educativa.

d) mantiveram de forma fiel a realidade nas figuras retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada à tradição acadêmica.

e) buscaram a liberdade na composição de suas figuras, respeitando limites de temas abordados.

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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.