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Crase no Enem

Nos artigos anteriores de Língua Portuguesa você aprendeu que as regências verbais e nominais são construídas a partir das preposições (classe de palavras que têm a função de ligar um termo a outro) e também acompanhou que no estudo da regência dos verbos e dos nomes encontramos o tópico gramatical “Crase”.
Entender as regras de uso da crase é hoje um dos pontos mais importantes para alcançar a Nota 1000 na Redação do Enem, já que saber a correta aplicação em uma palavra demonstra um excelente domínio da norma padrão do nosso idioma. Além da prova de Redação, compreender o uso da crase pode ainda ajudar muito na correta compreensão dos enunciados da prova de Linguagens, evitando qualquer tipo de interpretação errada de um texto solicitado na prova. Compare, por exemplo, a diferença nos enunciados a seguir:

A – Os garotos passaram a noite na festa.
B – Os garotos passaram à noite na festa.

Os enunciados aparentemente têm apenas uma diferença entre eles: o acento grave colocado na palavra “a”, porém, o significado deles não é o mesmo. Em “A”, entende-se que os garotos permaneceram na festa durante toda a noite; já na oração “B” significa que os garotos iam no período noturno na festa. Trata-se de uma diferença que pode ser notada apenas pelo uso da crase.
O conceito da crase não é complicado, um breve estudo sobre o tema pode garantir uma nota alta na redação do Enem e ainda não deixar você ser pego em nenhum problema com a interpretação de texto na prova de Linguagens. A crase é formada pelas junções a seguir:

1– Preposição “a” + pronome demonstrativo feminino “a(s)”. Exemplo:
Chegamos cedo e fomos à praia pela manhã.

2– Preposição “a” + aquele(s), aquela(s), aquilo. Exemplo:
Nossa casa é semelhante àquela que vimos no filme.

3– Preposições “a” + a (qual), as (quais). Exemplo:
Eis as mesas às quais me referi.

Crase é o nome dado ao processo de fusão entre uma preposição “a” com outro “a(s)” que ocorre depois dela. Na escrita, esse processo de fusão é marcado com o acento grave (` – um traço oblíquo para a esquerda), formando “à”.

A palavra crase tem origem na língua grega (krasis) que significa mistura ou fusão. No caso fonético, é a fusão de dois sons iguais.
Depois de ter aprendido o conceito, é importante atentar-se para as seguintes regras sobre o uso correto da crase:

1 – O acento indicador da crase deve sempre ser usado em:

a- Locuções Adverbiais Femininas: às vezes, às sextas feiras, às nove horas, às pressas, às escondidas, etc.

b – Locuções Prepositivas: à esquerda de, à moda de, à procura de, à espera de, à custa de, à semelhança de, etc.

c- Locuções Conjuntivas (apenas em): à medida que e à proporção que.

2 – Quando o termo regente exigir a preposição “a” e o termo regido exigir o artigo feminino “a” ou “as”.

Fora essas condições, não haverá crase. Exemplo:
Os grevistas retornaram à ponte principal depois do protesto.

Dica: Nesse caso, quando houver a dúvida se a palavra deve receber o acento indicador da crase, procure substituir a palavra que vem depois do artigo feminino por uma palavra masculina. Exemplo:

Os grevistas retornaram ao ponto principal depois do protesto.

Se antes da palavra masculina aparecer “ao”, significa que o sinal de crase deve ser colocado antes da palavra feminina.

3 – Nunca ocorre crase em:

a- Antes de palavras masculinas.
b- Antes de verbo.
c- Antes de pronomes em geral.
d- Antes de nome de Cidade (ocorre crase apenas se houver especificação da cidade, como: Ele voltou à Roma Imperial.)
e- Antes da palavra “casa” sem especificativo: Depois do show, voltamos a casa.
f- No a (singular) antes de palavra plural: Nunca deu razão a pessoas infelizes.
g- Entre palavras repetidas: frente a frente, ponta a ponta.

A partir do domínio dessas regras da crase, seu desempenho na prova do  Enem ou qualquer outro exame certamente será muito satisfatório!

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Manual do SISU e PROUNI

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Sobre o Autor

Adriana da Silva Moreira
Adriana da Silva Moreira

Adriana da Silva Moreira: Mestranda do programa de Letras Clássicas da Universidade São Paulo. Possui graduação em Letras, com habilitação em Português e Grego pela USP (2016). Concluiu duas Iniciações Científicas na área de Historiografia Grega (2013) e (2016) sob orientação do Prof. Dr. Breno Battistin Sebastiani. Tem interesse na área de Língua e Literatura Grega, com ênfase em Historiografia Grega.