Ditadura Militar – Governo Médici e Iracema de Carvalho Araújo

Continuando nossa série de textos sobre a Ditadura Militar, hoje iremos falar sobre o governo Médici. Foi nesse momento onde o Regime Militar conseguiu certa estabilidade política, com Médici na liderança do governo desde 1969 até 1974. Essa estabilidade se deu em virtude da maior adesão aos pedidos de militares radicais, acarretando na promoção ainda mais grave de repressão política.

Foi nesse período que o já citado Milagre Econômico (em textos anteriores sobre a Ditadura Militar) se consolidou ainda mais, trazendo os maiores índices de desenvolvimento e crescimento econômico do Brasil. A indústria se expandiu, as exportações agrícolas também, assim como as ofertas de emprego. O petróleo também foi importante nesse momento, assim como os empréstimos estrangeiros.

Apesar de toda a comoção em cima do Milagre Econômico, é importante lembrar que tal fenômeno se desenvolveu em decorrência de fatores do sistema internacional, e não isoladamente de méritos do governo brasileiro.

Foi no governo Médici que slogans como “Brasil: ame-o ou deixe-o” se popularizaram.

Ainda sobre o Milagre Econômico, assim como salientado em textos anteriores, tal fenômeno aumentou a concentração de renda e a desigualdade social no Brasil, outros motivos pelos quais sua eficácia pode ser questionada.

As repartições de repressão do governo e exército já existiam antes de Medici assumir a presidência, mas em seu governo muitas outras organizações são criadas, dentre elas o popular DOI-CODI (Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna).

Resistência e oposição

Assim como nos demais momentos da Ditadura Militar, durante o governo de Médici a resistência era intensa. Os grupos de esquerda não apenas se limitavam a organização pacífica, muitos grupos migraram para a estratégia de guerrilha armada.

A tortura por parte do governo militar também continuo firme e intensificou-se cada dia mais, gerando mais vítimas, e por consequência, mais revolta por parte da população

As violações de direitos humanos ocorridas na Ditadura Militar foram esquecidas durante muito tempo, mas com a implantação da Comissão Nacional da Verdade, em 2011, tal questão recebeu a atenção necessária, e essas violações foram investigadas.

Vivências de mulheres na ditadura – Iracema de Carvalho Araújo (via Aventuras na História)

Iracema tinha aproximadamente 11 anos (pois ela não sabe ao certo o ano em que nasceu) quando foi sequestrada, junto à mãe, pelo Destacamento de Operações de Informação (DOI) de Recife. Sua mãe, Lúcia, era professora ligada ao Partido Comunista e às Ligas Camponesas. Assim, tornou-se alvo da polícia, que naquele dia colocou as duas mulheres num carro, vendadas, e as agrediu fisicamente, danificando 80% da visão de Iracema com um soco no rosto.

No DOI-CODI, a criança passou por sessões de tortura física e foi obrigada a assistir à mãe sendo agredida, espancada e eletrocutada. Com uma curta memória da vida antes do período, ela lembra que a tortura foi intensa, ficando marcada em sua memória.

Após diversas sessões, Iracema foi deixada numa praça pelos militares, agonizando seminua no chão quando foi encontrada por um casal que a levou para o Rio de Janeiro. Nunca mais viu a mãe, que é considerada desaparecida política.

Questão – Enem 2014

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) reuniu representantes de comissões estaduais e de várias instituições para apresentar um balanço dos trabalhos feitos e assinar termos de cooperação com quatro organizações. O coordenador da CNV estima que, até o momento, a comissão examinou, “por baixo”, cerca de 30 milhões de páginas de documentos e fez centenas de entrevistas.

Disponível em: www.jb.com.br. Acesso em: 2 mar. 2013 (adaptado).

A notícia descreve uma iniciativa do Estado que resultou da ação de diversos movimentos sociais no Brasil diante de eventos ocorridos entre 1964 e 1988. O objetivo dessa iniciativa é

a) anular a anistia concedida aos chefes militares.

b) rever as condenações judiciais aos presos políticos.

c) perdoar os crimes atribuídos aos militantes esquerdistas.

d) comprovar o apoio da sociedade aos golpistas anticomunistas.

e) esclarecer as circunstâncias de violações aos direitos humanos.

ALTERNATIVA CORRETA – E

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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.