Criado em 1998, o ENEM, segundo o próprio INEP, tinha o objetivo de “avaliar o desempenho do aluno ao término da escolaridade básica, para aferir o desenvolvimento de competências fundamentais ao exercício pleno da cidadania.”

Mas as coisas vem mudando ano após ano. De um exame simples, realizado em apenas um dia, de poucas questões e com pouca importância, o Enem transformou-se, sem nenhuma dúvida, no maior vestibular do Brasil. Com uma prova mais longa, mais elaborada e contextualizada, ele é a principal porta de entrada nas universidades brasileiras.

E essa importância não é momentânea e sim uma grande tendência. Pensando evidentemente em ingressar no ensino superior, o número de inscritos ao longo dos anos vem crescendo vertiginosamente. A título de comparação, passou de  157.221 em 1998 para mais de 6 milhões na edição de 2011.

 

 

Além do Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo em universidades particulares, cerca de 500 universidades já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular.

As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:

Como fase única, com o sistema de seleção unificada; (Sisu)

Como primeira fase;

Combinado com o vestibular da instituição;

Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.