A importância do Enem, apesar da resistência e  a contrariedade de alguns, vem aumentando dia após dia. E a polêmica do momento gira em torno do programa Ciência sem Fronteiras.

Para quem não conhece, o Ciência sem Fronteiras, que já implementou 22.229 bolsas em todas as modalidades Graduação, Doutorado e Pós-doutorado, busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. O projeto prevê a concessão de até 101 mil bolsas em 4 anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação.

A polêmica começou na última terça-feira (4), quando o programa Ciência sem Fronteiras abriu inscrições para cinco países: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Hungria e Japão. No total, são 13.480 vagas abertas para 18 áreas do conhecimento científico e tecnológico. Nesta edição do programa, a participação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), com avaliação de mais de 600 pontos, é obrigatória.  Até a última seleção do programa federal de concessão de bolsas de estudo, que ocorreu entre ano passado, o desempenho no Enem era apenas um dos critérios.

Tal exigência não foi bem recebida por diversos estudantes.”A essa altura, todos nós que não entramos pelo Enem, investimos em exames de proficiência de idiomas, documentos etc. Depois de alguns anos na universidade, afastados das disciplinas de ensino médio e aprofundados em temas cada vez mais especializados dos nossos cursos, obviamente estamos despreparados para o exame. Considerando que o programa visa a oferecer bolsas de intercâmbio aos estudantes de graduação, os critérios considerados de desempate (carga horária cumprida, projetos de iniciação científica, prêmios acadêmicos) deveriam, sim, ser considerados importantes”, reclama um estudante na página do Ciência sem Fronteiras no Facebook.

Na última sexta-feira (7), em resposta a diversas manifestações contrárias a nova exigência, o ministro da educação Aloísio Mercadante foi direto: “É uma regra republicana. Não é mais quem é amigo do professor ou do reitor. É mérito, e o mérito tem de ser isonômico, tem de ser igual para todos. É o desempenho no Enem o critério de acesso. Não vai ter privilégio, não vai ter jeitinho, não vai ter concessão. É republicana a regra do MEC, para tudo”

 

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