“Erros” comuns – Parte 2

No último artigo sobre gramática e escrita na norma culta da língua portuguesa tratamos de alguns erros bastante comuns na fala e/ou na escrita do dia a dia que, em um contexto mais formal como em vestibulares e concursos, não são muito bem aceitos. Recomendo que vocês deem uma olhadinha no artigo anterior, tanto para checar quais os erros mais populares que já foram citados quanto para compreender as aspas na palavra “erro” no título do texto. Dito isso, vamos às análises!

Perca ou perda

A palavra “perda” é um substantivo e representa o ato, o fato de perder algo ou alguém.

Eles estavam sofrendo pela perda do pai.

Para ela, a perda do emprego complicou a situação da família na pandemia.

Já a palavra “perca” é uma conjugação do verbo “perder” (ou seja, como verbo, concorda com alguém. Uma boa forma de conferir se “perca” é a forma correta, então, é conferir se há alguém (nome ou pronome) com o qual o verbo concorda na frase). Mais especificamente, aparece na primeira e terceira pessoas do singular do presente do subjuntivo e na terceira pessoa do singular do imperativo.

Caso você perca o ônibus, pode pedir um Uber.

Não falta muito para que ele perca a bolsa de estudos.

Por que, porque, por quê e porquê

O “por que” separado e sem acento é utilizado em perguntas.

Por que ele não quis vir à festa?

O “porque” junto e sem acento é utilizado em respostas.

Porque ele estava muito cansado.

O “por quê” separado e com acento é utilizado também em perguntas, mas apenas no final da frase.

Ela não foi à aula ontem, você sabe por quê?

O “porquê” junto e com acento é um substantivo, usado com o sentido de “motivo”, “razão”.

A professora não nos explicou o porquê de ter dado nota baixa para a sala toda.

Demais e De mais

A palavra “demais” (tudo junto) pode ser um advérbio de intensidade equivalente a “muito” e um substantivo equivalente a “os outros”.

Ele fez comida demais. Sobrou tanto que comemos a mesma coisa pelos próximos três dias.

Eu acordei tarde demais. O programa que eu queria ver já tinha começado.

O professor entregou a atividade para metade da sala e os demais fariam algo diferente na biblioteca.

Já a expressão “de mais” é bastante simples de conferir se está correta. Basta substituir por “de menos” e ver se a frase continua com sentido.

Em minha opinião, não havia nada de mais naquele filme que tanto escandalizou a plateia do festival.

Não acho esse vestido nada de mais.

O que acharam dos erros comuns tratados nesta semana? Quais gostariam de esclarecer nos próximos artigos? Contem tudo pra gente nos comentários e até a próxima!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

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Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917