Após a aprovação do Senado e sanção da Presidente Dilma Roussef da lei que destina 50% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas que ingressem nas universidades e institutos federais, o Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) preparam um pacote de medidas para assegurar a permanência dos cotistas nestas instituições.

O objetivo do projeto é oferecer aos estudantes cotistas benefícios como o pagamento de bolsas e auxílios especiais, pois muitos têm dificuldades de se sustentar na universidade, seja por necessidade de trabalhar, dificuldade de deslocamento, moradia, alimentação ou falta de recursos para comprar livros e instrumentos necessários para o curso. Os valores, entretanto, ainda não foram estabelecidos.

Com essa medida o governo quer garantir que as comunidades acadêmicas das universidades e dos institutos estejam preparadas para receber os cotistas, lembrando que tais instituições terão quatro anos (até 2016) para implantar progressivamente o percentual determinado de reserva de vagas.

Para o caso dos estudantes negros há uma ideia interessante que é criar centros de convivência negra, assim como ocorre na Universidade de Brasília (UnB), uma das primeiras a ter sistema de cotas no país. “Nós estamos trabalhando junto com o Ministério da Educação num grande programa que vai facilitar a permanência do estudante, não só a partir de auxílio permanência, mas também de adaptar a universidade para esse público”, destacou o secretário executivo da Seppir, Mário Lisboa Theodoro.

Segundo informações da Agência Brasil, os cálculos preveem que o número de alunos negros cotistas suba dos atuais 8,7 mil para 56 mil daqui a quatro anos (Clique aqui para ver a notícia completa). Este crescimento terá grande efeito social, espera o governo. “Se é pela escolaridade que se abrem as portas do emprego, as desigualdades tendem a ser minoradas”, explica a coordenadora-geral para Educação de Relações Étnica-Raciais do MEC, Ilma Fátima de Jesus.

De acordo com Mário Theodoro, o governo ainda vai monitorar o desempenho acadêmico e o ingresso no mercado de trabalho dos cotistas formados. “Estamos verificando em alguns momentos e em situações pontuais estigmas com relação aos cotistas, o que é um absurdo. Nós vamos monitorar para saber se há algum problema no mercado de trabalho”, informou.

A necessidade e a importância deste programa são obvias, pois mais difícil que incluir os cotistas nas universidades públicas é mantê-los lá. Resta saber agora quando este projeto sairá do papel, pois a lei já entrou em vigor e as instituições já estão se adequando para o próximo ano, de forma que a necessidade é urgente.

Este texto teve como fonte notícia publicada no dia 11 de setembro na Agência Brasil, com autoria do repórter Gilberto Costa.

 

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