Para apreensão de mais de 4 milhões de estudantes, a novela “Vazamento do Enem 2011” ainda não acabou.

Nesta ultima sexta-feira (dia 11), o Ministério Público Federal (MPF) entrou com um recurso na Justiça Federal que contesta a decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, desembargador federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, que determinou que as 13 questões antecipadas (número que o INEP aumentou para 14) do Enem fossem canceladas exclusivamente aos 639 estudantes do Colégio Christus, em Fortaleza.

O MPF pede que volte a valer a decisão da Justiça Federal do Ceará que havia exigido que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) anulassem as questões vazadas para os candidatos de todo o país.

O Ministério da Educação, através de sua acessória de imprensa, alegando que não há evidências que indiquem que as questões antecipadas tenham chegado a outros estudantes brasileiros, afirma que o desembargador Oliveira Lima soube dimensionar o tamanho do problema ao anular somente as questões dos envolvidos.
Acreditando que o Tribunal mantenha a decisão do TRF, o MEC ressalta também que considera injusto que todos os demais candidatos do país que não tiveram envolvimento com o vazamento entre em uma “guerra mercadológica entre escolas de elite da Fortaleza”.
O recurso será julgado na sessão do Pleno do TRF5 na próxima quarta-feira, dia 16.

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