Mulheres e imigração

Nos últimos anos um tema ganhou notoriedade em todo o planeta: a imigração. A imigração não é um fenômeno novo, e já vem acontecendo há muito tempo; apesar disso, as ondas imigratórias no contexto contemporâneo vêm causando cada vez mais impacto sobre toda a sociedade – em especial, às mulheres. Bora entender isso?

Antes de falar sobre a imigração nos dias atuais e o impacto sobre as mulheres, precisamos entender: o que, de fato, é o fenômeno da imigração? Muita gente confunde esse conceito com outros (os de migração, emigração e refúgio), então vamos entender as diferenças e especificidades entre cada conceito.

A ideia de migração diz respeito a movimentos feitos dentro de um mesmo território nacional (por exemplo, quando alguém sai de um estado do Brasil para outro em busca de melhores oportunidades). Já a ideia de imigração se refere a movimentos feitos para dentro de outro território nacional (por exemplo, quando alguém sai do Brasil e vai para os EUA em virtude do trabalho ou dos estudos). O conceito de emigração se refere ao movimento feito para fora de um país (no último conceito falei de um brasileiro que vai para os EUA, sendo assim esse cidadão emigrou do Brasil). Finalmente, a ideia de refúgio – de acordo com a Convenção de Genebra (1951), define-se refugiado como aquele que sai de seu país por “fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política (…)” (por exemplo, um curdo que sai da Síria e vai até a Turquia em busca da sobrevivência, mesmo que em situações adversas).

Nos últimos anos pudemos observar um amplo aumento da imigração em todo o globo, mas especialmente na Europa. Nos anos 2010 milhares de pessoas saíram de seus países em África, na Ásia e no Oriente Médio com destino à Europa Ocidental em busca de melhores condições de vida.

Mas qual o problema nessa situação? Simples: os países europeus não necessariamente se mostraram amistosos para com a chegada dos imigrantes, estabelecendo diversas barreiras rigorosas. Obviamente a questão é bem mais profunda do que apenas xenofobia, mas esse foi um dos principais motivos. Imigrantes que sacrificaram tudo em busca de um futuro digno se viram em situações de violência, risco extremo, fome e miséria.

Todas as pessoas nessa situação são impactadas de forma muito parecida, mas uma parcela acaba se destacando: as mulheres.

Segundo o International migrant stock 2019 divulgado pela ONU, 47,9% dos imigrantes ao redor do mundo são mulheres. Durante o processo de imigração, grande parte dessas cidadãs são submetidas a situações extremamente graves, como tráfico humano e sexual. Além disso, o risco do abuso sexual e do assédio são muito frequentes, não apenas com mulheres adultas, mas mesmo com meninas imigrantes.

Os desafios não param na travessia. Ao chegar no país de destino muitas dessas mulheres são impactadas pelo o que chamamos de “divisão internacional sexual do trabalho” – ou seja, elas irão trabalhar em funções de baixa remuneração, geralmente informais, focadas no cuidado doméstico. Essas mulheres muitas vezes abandonam seus filhos nos países de origem em busca de melhores condições para sua família, e a única forma de assegurar essas condições é exercendo cuidado sobre outras famílias em seu “novo país”. Outra situação frequente engloba as mulheres que vêm acompanhadas de seus filhos, situação mais comum para elas do que para os homens que migram. Sendo assim, elas não apenas precisam se atentar para com sua segurança e sobrevivência pessoal, mas também para com a de seus filhos. Outros pontos podem ser verificados sobre esse tema principalmente em portais das Nações Unidas.

Agora que já sabemos um pouquinho mais sobre esse tópico, vamos responder uma questão?

(Enem 2011) As migrações transnacionais, intensificadas e generalizadas nas últimas décadas do século XX, expressam aspectos particularmente importantes da problemática racial, visto como dilema também mundial. Deslocam-se indivíduos, famílias e coletividades para lugares próximos e distantes, envolvendo mudanças mais ou menos drásticas nas condições de vida e trabalho, em padrões e valores socioculturais. Deslocam-se para sociedades semelhantes ou radicalmente distintas, algumas vezes compreendendo culturas ou mesmo civilizações totalmente diversas.

IANNI, O. A era do globalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.

A mobilidade populacional da segunda metade do século XX teve um papel importante na formação social e econômica de diversos estados nacionais. Uma razão para os movimentos migratórios nas últimas décadas e uma política migratória atual dos países desenvolvidos são

a) a busca de oportunidades de trabalho e o aumento de barreiras contra a imigração.

b) a necessidade de qualificação profissional e a abertura das fronteiras para os imigrantes.

c) o desenvolvimento de projetos de pesquisa e o acautelamento dos bens dos imigrantes.

d) a expansão da fronteira agrícola e a expulsão dos imigrantes qualificados.

e) a fuga decorrente de conflitos políticos e o fortalecimento de políticas sociais.

ALTERNATIVA CORRETA: A.

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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.