Mulheres e os Jogos Olímpicos

Durante muito tempo apenas os homens puderam realizar diversas práticas esportivas. Demoraram muitos anos para que mulheres pudessem se juntar ao grupo e competir internacionalmente representando seus países. Atualmente, com as Olimpíadas de Tóquio, não apenas vemos mulheres de garra competindo, como também lutando pela igualdade na competição – desde as ginastas alemãs que usaram calças ao invés de colãs, até jogadoras que manifestaram sua insatisfação ao não serem patrocinadas como os colegas homens.

As Olimpíadas já estão sendo realizadas há muito tempo, iniciando na Grécia Antiga – naquela época as mulheres não podiam competir e nem ficar na arquibancada, pois não eram consideradas cidadãs. Em 1896 ocorrem os primeiros Jogos Olímpicos modernos, e nenhuma mulher pôde participar.

Anos depois, no começo do século XX, menos de 2,5% dos participantes da edição de Paris dos jogos (1900) eram mulheres. A baixa representação nos esportes se manifestava por diversos motivos, dentre eles a ideia de que o corpo da mulher não é algo público – e sim privado, pertence ao marido, aos filhos, ao lar, e não à ela mesma.

Com o tempo, porém, a situação mudou (bem como o mundo mudou). O século XX provou que esporte e política se misturam, quando o evento global precisou ser cancelado três vezes por conta das guerras mundiais (sendo nas seguintes datas: 1916, 1940 e 1944) por exemplo.

Mas além disso, conforme o mundo mudou sua forma de ver as mulheres – pelo menos em algumas regiões, sua presença nos campos, arenas e ginásios aumentou e muito! Esse ano, em Tóquio, elas são quase metade dos competidores! Nada comparado aos anos 1900, em?

Algumas mulheres que marcaram edições do evento foram:

  • Maria Lenkprimeira brasileira a competir nas Olimpíadas quando tinha apenas 17 anos (1936), foi pioneira também na introdução do nado borboleta em competições! Não ganhou medalhas olímpicas, mas marcou a história do Brasil e do mundo.
  • Charlotte Cooper – Charlotte abalou as estruturas do evento global ao ser a primeira mulher a ganhar não só uma, mas duas medalhas olímpicas lá em 1900! A modalidade onde a britânica se tornou destaque era o tênis, e continuou brilhando no jogo até depois dos 50 anos – incrível, não?
  • Aída dos Santos – Voltemos alguns anos no tempo, para as Olimpíadas de Tóquio de 1964: caçula entre 6 irmãos, filha de um pedreiro e uma de lavadeira. Crescida Morro do Arroz, favela de Niterói. Trabalhou como doméstica no primário e estudava com fome. Quase apanhou do pai ao ganhar a primeira competição, pois segundo ele “medalha não enche barriga”. Se graduou, virou professora de educação física da UFF, participou de duas edições dos jogos olímpicos, sendo a única mulher da delegação brasileira em 1964 – essa é a estrela brasileira do atletismo Aída dos Santos, que ainda hoje é uma grande referência para as mulheres esportistas ao redor do mundo.

Agora que sabemos mais sobre mulheres e os jogos olímpicos, vamos responder uma questão!

(URCA 2016)

Em 2016, o Brasil irá sediar os Jogos Olímpicos, na cidade do Rio de Janeiro. Sabe-se que foi longa a trajetória destes jogos até chegar ao formato que temos nos dias atuais, na condição de um dos principais fenômenos socioculturais contemporâneos. Neste sentido, assinale a alternativa correta sobre esta competição.

A) Originados como um ritual em homenagem a Zeus, os Jogos Olímpicos mantiveram sua continuidade ao longo dos tempos, sofrendo interrupções apenas durante as duas grandes guerras mundiais do século XX.

B) Os Jogos Olímpicos atravessaram o século XX acompanhando passo a passo a dinâmica social, mas conseguiram se manter desvinculados dos interesses comerciais e políticos, seja de forma direta ou indireta ao universo esportivo.

C) Os atletas contemporâneos, que em princípio estavam associados a amadores, amantes da prática esportiva e pessoas que se dedicavam exclusivamente às realizações atléticas, viram esse papel alterado em função das transformações às quais os Jogos Olímpicos foram submetidos nos séculos XX e XXI.

D) Desvinculados da dinâmica das sociedades ocidentais as práticas esportivas ganharam um papel de destaque nos processos históricos, a partir do final do século XIX, ocupando um lugar privilegiado na sociedade europeia e norte-americana por colaborar para a construção das identidades nacionais.

E) Após uma longa interrupção, o Movimento Olímpico contemporâneo nasceu nos Estados Unidos e buscou se contrapor aos desdobramentos das duas Grandes Guerras com uma proposta pacífica, na qual o grande evento competitivo tornou-se uma nova metáfora para o ganhar e o perder, não se fazendo necessária a ruína do derrotado.

 ALTERNATIVA CORRETA: C

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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.