Paulo Freire, Bell Hooks e o Enem

Você muito provavelmente já ouviu falar em Paulo Freire educador brasileiro responsável pela ideia de Pedagogia da Autonomia (que foca na experiência digna de aprendizado, onde a experiência do aluno e suas vivências cotidianas eram consideradas para desenvolvimento pedagógico).

Em 1963, sob a liderança de Freire, professores ensinaram 300 adultos a ler e escrever em cerca de 40 horas, na cidade de Angicos (Rio Grande do Norte) – esse plano de alfabetização massificada seria arquivado com o Golpe de 1964. A visão de Freire, de emancipar uma população fragilizada por meio do conhecimento, é um dos motivos que faz com que ele seja uma figura controversa na sociedade brasileira até hoje.

Em sua época, Freire representava a subversão, pois usava sua ferramenta pedagógica como uma maneira de auxiliar os mais desfavorecidos a reivindicarem direitos perante ao Estado. Em 1960, 40% dos brasileiros eram analfabetos e só um terço das crianças estavam na escola, mas isso não impediu que o projeto promissor de Freire fosse combatido.

Além do foco na experiência pessoal do estudante, o método continha dinâmicas de politização, onde os alunos (em grande parte, trabalhadores) eram convidados a entenderem as relações de poder envolvidas em suas próprias dinâmicas de trabalho, bem como a entenderem seus direitos (a CLT, por exemplo, tinha leitura motivada em sala). Após a experiência, a cidade vivenciou uma greve, que muitos acreditam ter ocorrido em virtude das aulas lideradas por Freire – que mais tarde, foi exilado.

Tá bom, mas e quem é bell hooks?

A metodologia de Freire se tornou conhecida no mundo todo, chegando até uma jovem estudante da Universidade de Stanford, nascida em Hopkinsville, cidade segregada no Kentucky em 1952. Hooks lecionou em diversas importantes instituições, como Universidade da Califórnia, Universidade do Estado de São Francisco, Yale, Oberlin College e City College of New York.

Em 1993, Bell Hooks publicou “Ensinando a Transgredir – a educação como prática da liberdade”, um livro onde ela discute as ideias de Freire levando em contas outros fatores além da classe, como raça e gênero. No livro, Hooks aborda diversos temas – desde suas vivências pessoais como aluna negra, mulher e filha de trabalhadores, até as metodologias da Pedagogia da Autonomia de Freire que ela desenvolve em suas aulas. Hooks pontuou na obra que os escritos de Freire continham, em muitos momentos, uma linguagem sexista – Paulo considerou as críticas, agradeceu, e prometeu se atentar mais a esse fator nas próximas obras.

Hoje, Bell é uma das autoras e feministas negras mais conhecidas do mundo, tendo suas obras como referência em diversas universidades e cursos ao redor do mundo. Você sabia que ela tinha essa conexão com Paulo Freire? Conta pra gente nos comentários!

Agora que sabemos mais sobre a Pedagogia da Autonomia, vamos responder uma questão!

ENEM 2015

Apesar de seu disfarce de iniciativa e otimismo, o homem moderno está esmagado por um profundo sentimento de impotência que o faz olhar fixamente e, como que paralisado, para as catástrofes que se avizinham. Por isso, desde já, saliente-se a necessidade de uma permanente atitude crítica, o único modo pelo qual o homem realizará sua vocação natural de integrar-se, superando a atitude do simples ajustamento ou acomodação, apreendendo temas e tarefas de sua época.

FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.

Paulo Freire defende que a superação das dificuldades e a apreensão da realidade atual será obtida pelo(a)

a) desenvolvimento do pensamento autônomo.

b) obtenção de qualificação profissional.

c) resgate de valores tradicionais.

d) realização de desejos pessoais.

e) aumento da renda familiar.

Alternativa correta: A.

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.