Paulo Freire: o grandioso educador brasileiro

Paulo Freire (1921-1997) foi um célebre educador, escritor e filósofo pernambucano. Possui grande reconhecimento nacional e internacional, pois dedicou sua vida para melhorar a educação brasileira. Foi autor de diversos livros considerados atemporais, ou seja, compostos de ideias e princípios que até hoje dialogam com diferentes questões contemporâneas e com questões centrais à construção de uma teoria curricular crítica e empenhada na humanização dos sujeitos.

Freire consagrou-se pela criação de um método de alfabetização direcionado para adultos, o qual decorre da ciência que ele possuía dos altos níveis de analfabetismo da região nordeste, especialmente nas áreas rurais. Desta forma, o educador desenvolveu um meio de ensino de leitura que considera o contexto ao qual o aluno está inserido, aproximando o universo da educação à realidade do estudante, o que proporciona uma experiência de aprendizagem mais inclusiva e sólida. Em 1962 esse plano foi colocado em prática pela primeira vez, no município de Angicos, localizado no sertão do Rio Grande do Norte, onde mais da metade dos adultos eram analfabetos.

Para alfabetizá-los, Freire trabalhava com base em palavras que faziam parte do cotidiano dos trabalhadores, pois a leitura e a escrita somente fazem sentido se forem acompanhadas da capacidade de ler o mundo, de compreender a própria realidade e de reconhecer-se como uma peça integrada a ela. Assim, seu pensamento pedagógico, assumidamente político, é marcado por uma proposta crítico-emancipatória, com o intuito de formar sujeitos capazes de transformar suas realidades políticas e sociais de maneira autônoma e consciente. A obra e o método de Paulo Freire são extremamente marcados pelo anseio de suscitar conscientização e autonomia, através da educação, às classes dominadas, as quais devem entender sua situação de oprimidas e, assim, agir em prol de sua libertação, sem reproduzir a mesma lógica responsável por colocá-las naquela condição, mas almejando combater toda estrutura vigente para que ninguém mais seja oprimido. Como está expresso na célebre frase atribuída ao autor:

“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor”

Fonte: https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/cultura/62225/energumeno-seis-obras-que-mostram-a-grandiosidade-do-patrono-paulo-freire

Ao propor uma educação pautada na construção do senso crítico, Freire opunha-se ao ensino desenvolvido pelas escolas burguesas, chamadas por ele como “educação bancária”, pois eram alienantes e compreendiam os estudantes como “depósitos vazios” a serem preenchidos pelos conhecimentos de domínio do professor(a), ou seja, o estudante é visto como alguém que não sabe de nada e precisa ser ensinado a adaptar-se às regras da sociedade. Tal modo de ensino, além de suprimir a autonomia do estudante, é responsável pela desumanização, visto que os sujeitos não existem, mas apenas vivem. Para o educador pernambucano, o que determina a condição de existência é o desenvolvimento da consciência, responsável por possibilitar a apreensão crítica da realidade. Ademais, ele via em cada indivíduo saberes diferentes, portanto, no processo de educação, o professor e o aluno aprendem juntos, logo, ninguém é um recipiente vazio para ser preenchido, como ele escreveu:

“Os homens se educam entre si mediados pelo mundo”

Ele dizia que a escola conservadora buscava acomodar os alunos à sociedade vigente, diferentemente da educação libertadora, que possui a intenção de inquietá-los, de mostrar que o ser humano é um sujeito da história, sendo esta inacabada e em constante construção. Os protagonistas desse processo são os sujeitos da educação, estudante e professor(a), que juntos dialogam, pensam e criam o conhecimento e se inserem no mundo para, desta forma, transformá-lo.

Questão – Enem 2015

Apesar de seu disfarce de iniciativa e otimismo, o homem moderno está esmagado por um profundo sentimento de impotência que o faz olhar fixamente e, como que paralisado, para as catástrofes que se avizinham. Por isso, desde já, saliente-se a necessidade de uma permanente atitude crítica, o único modo pelo qual o homem realizará sua vocação natural de integrar-se, superando a atitude do simples ajustamento ou acomodação, apreendendo temas e tarefas de sua época.

FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.

Paulo Freire defende que a superação das dificuldades e a apreensão da realidade atual será obtida pelo(a)

a) Desenvolvimento do pensamento autônomo.

b) Obtenção de qualificação profissional.

c) Resgate de valores tradicionais.

d) Realização de desejos pessoais.

e) Aumento da renda familiar.

A alternativa correta é a letra A.

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
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O que é SiSU?

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