Por que é importante estudar economia?

Primordialmente, deve-se compreender que a sociedade é composta por complexas redes de relações entre indivíduos e entre diferentes esferas sociais, sendo assim, analisar essas relações de forma isolada produz uma percepção parcial da realidade, uma vez que elas são indissociáveis no processo de construção da totalidade da vida humana. Isso significa que, para entender de forma mais abrangente a sociedade e seu funcionamento, é necessário entender os fatores que a influenciam e determinam. Dentre eles, pode-se citar a economia, a qual, para além de envolver dinheiro, trabalho, tecnologia, impostos, formas de produção, consumo e distribuição, diz respeito também às relações políticas, diplomáticas, cotidianas etc. Ela permeia e atravessa a vida social como um todo, pois a produção e reprodução da vida necessitam das trocas, da cooperação.

Ao abranger esses aspectos, a economia explicita sua importância social, pois eles interferem de forma direta e indireta no funcionamento da sociedade. Da mesma forma que a economia produz mudanças, ela também é alvo dessas, ou seja, o funcionamento da sociedade também interfere na economia, como se observa nas decisões políticas, as quais influenciam os salários e determinam as condições de trabalho. O par dialético sociedade e economia se determina mutuamente, logo, deve ser analisado mediante suas interações e efeitos um sobre o outro.

Figura reproduzida do site: https://blog.aaainovacao.com.br/economia-brasileira-2021/

Devido a sua relevância, diversos teóricos se debruçaram em análises buscando a compreensão do funcionamento das atividades econômicas, assim, surgiram duas escolas distintas: a escola de inspiração marxista, na qual se entende a atividade econômica como social e coletiva; e a escola de tradição marginalista, defensora da ideia de atividade econômica enquanto individual. Para os marxistas, a economia é praticada mediante a divisão social do trabalho e a sociedade determina seu modo histórico de produzir. Os marxistas acreditam que as classes sociais se formam por processos sociais e, simultaneamente, são elas que formam esses processos. Diferentemente, os marginalistas compreendem a atividade econômica como essencialmente individual, desta forma, quando os indivíduos se relacionam na divisão social do trabalho, eles priorizam apenas os próprios desejos e necessidades – e não interesses de classe, como no caso marxista. Exposto isso, percebe-se que a compreensão da atividade econômica é assunto polêmico até para os próprios economistas, os quais partem de diferentes referenciais teóricos e priorizam diferentes aspectos em suas análises.

Por conta dessa complexidade, estudar economia não elucida apenas questionamentos econômicos, mas sociais, políticos e individuais, visto que ela está presente tanto nas microestruturas de consumo cotidiano, estendendo-se até macroestruturas e de grandes negociações políticas internacionais. Um exemplo desse potencial explicativo do estudo econômico são as ações governamentais: o Estado, ao formular políticas públicas ou criar programas de auxílio social, se pauta – ao menos em teoria – em estudos acerca das condições econômicas de seus cidadãos, as quais não envolvem somente renda, mas a questão da moradia, educação, saúde e diversos outros elementos que nas sociedades modernas se apresentam como serviços e, como tal, estão inseridos dentro da lógica econômica. Portanto, a compreensão das condições de existência dos indivíduos passa, necessariamente, pelo entendimento de sua situação econômica e de sua inserção no modo de produção capitalista. Não se pode entender a sociedade sem entender seus fenômenos e atividades econômicas, pois, principalmente na sociedade capitalista, são eles que irão determinar diversas estruturas sociais.

Questão

(ENEM 2013) Há cerca de um ano, 248 famílias de baixa renda que moravam em área de deslizamento do Morro do Preventório, em Niterói (RJ), ganharam apartamentos em um condomínio. Com uma renda média mensal de dois salários mínimos e um apartamento com padrão de classe média, as famílias foram às compras de móveis e eletrodomésticos. Mas acabaram surpreendidas com as primeiras contas que não pagavam na favela: a maior parte está endividada.

SPITZ, C. Entre o céu e o purgatório da inclusão social. O Globo, 10 jun. 2011 (adaptado).

Uma política pública relacionada com a contradição descrita e uma ação que reduziria seus efeitos estão identificadas, respectivamente, em:

a) Financeira – expansão das linhas de crédito para as classes médias.

b) Habitacional – apoio a geração de emprego e renda entre os mais pobres.

c) Demográfica – restrição à migração e incentivo ao retorno das famílias de migrantes.

d) Ambiental – preservação de encostas e parques ecológicos.

e) Educacional – combate ao analfabetismo e a evasão escolar em comunidades pobres.

A alternativa correta é a letra B.

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A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
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O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
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Sobre o Autor

Brenda Buzzo
Brenda Buzzo

Estudante de Ciências Sociais na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui formação técnica na área de alimentos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, Campus São Roque. Tem experiência em pesquisa na área de sociologia da alimentação e possui interesse nas áreas de pensamento social, estudos de gênero e sociologia política.