Possibilidades para a Redação do Enem 2020: Analfabetismo Total e Funcional

Mais uma das problemáticas que podem afetar a população de uma nação, o analfabetismo pode parecer raro no Brasil dependendo da região em que se vive, mas não é tanto assim. Por isso, há possibilidades do tópico aparecer como tema da redação do Enem, já que aflige o país e requer uma solução.

O analfabetismo total tem sido muito reduzido ao longo dos anos, mas ainda é uma realidade de pelo menos 8% da população brasileira. Ele consiste na falta de habilidade de ler e compreender até mesmo palavras e frases curtas, bem como de realizar operações matemáticas, mesmo as mais simples. É interessante conhecer os índices no país, os locais em que o analfabetismo total é mais intenso e possíveis fatores para que o problema seja mais acentuado naquela região.

Já o analfabetismo funcional é um problema mais extenso, mas ao mesmo tempo mais “escondido”. A tendência é acharmos que quem passa pela escola e se forma no ensino médio não pode ser um analfabeto, certo? Não é bem o que acontece. De acordo com o site Quero Bolsa, 29% da população brasileira é analfabeta funcional, inclusive pessoas com ensino médio completo. O analfabeto funcional, apesar de ser alfabetizado, não consegue compreender textos básicos nem refletir sobre sua totalidade, apenas consegue captar informações explícitas. Ele também consegue fazer operações matemáticas, mas apenas as mais simples. Aqui é interessante fazer a mesma busca que foi feita acerca do analfabetismo total: índices no país e em áreas específicas, juntamente com possíveis fatores explicando o porquê de um índice mais alto naquelas regiões específicas.

Com todos os índices e possíveis fatores em mãos, é hora de construir a argumentação. Os exemplos e/ou números do analfabetismo, seja ele total ou funcional, podem comprovar a existência massiva do problema no país. É importante também pesquisar sobre e mencionar no desenvolvimento quais os males que esse alto índice de analfabetos (em todas as suas variações) pode trazer para o território brasileiro. O indivíduo com menor acesso ao conhecimento tem chances bem menores de conquistar vagas melhores no mercado de trabalho, o que fará com que ele tenha qualidade de vida mais baixa. Até mesmo o desconhecimento dos próprios direitos e deveres cívicos por falta de acesso à leitura e à compreensão da mesma pode afetar grandemente essa qualidade de vida. Esse indivíduo, inclusive, terá menor acesso à vida pública e comunitária do país, por conta desse possível desconhecimento de deveres e direitos, o que pode prejudicar também a nação como um todo. Uma pesquisa sobre isso, buscando a explicação de especialistas, também é uma boa ideia, já que será possível citá-los e embasar o desenvolvimento da redação.

Após estabelecer o analfabetismo como uma realidade no país e comprovar os malefícios dos índices elevados, é hora de sugerir soluções. Obviamente, sugestões relacionadas à educação são as melhores opções aqui, mas é preciso pensar que boa parte dos analfabetos funcionais, por exemplo, já passaram pela escola. Por isso, campanhas que envolvam a leitura, a compreensão e a análise crítica, bem como o desenvolvimento da proficiência nessa habilidade e que possam abranger toda a população brasileira são um bom complemento à sugestão envolvendo o ensino tradicional. Como sempre, detalhe muito bem todas as propostas de intervenção que optar por fazer, ok?

O que acharam do tema desta semana? Ele parece mais ou menos provável do que outros? Quais outras propostas acham possíveis na redação do Enem 2020? Contem tudo pra gente nos comentários e até a semana que vem!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917