Possibilidades para a Redação do Enem 2020: Trabalho escravo e exploração trabalhista no século XXI

Apesar da abolição da escravatura ter ocorrido há mais de 130 anos, ainda hoje alguns trabalhadores são submetidos a condições próximas às da escravidão. Cerceamento de liberdade, falta de condições mínimas de higiene e conforto e até falta de pagamento são alguns dos problemas enfrentados por funcionários não só no Brasil, mas no mundo todo. Em algumas empresas não há condições análogas à escravidão, mas o pagamento oferecido e os direitos ignorados desvalorizam por completo a formação de alguns profissionais. Ambos os casos são, infelizmente, comuns no século XXI e, portanto, questões passíveis de serem tratadas em uma redação do Enem.

O estudo a ser feito para construir um bom embasamento de sua argumentação pode começar justamente por uma revisão da escravidão no Brasil e ao redor do mundo. Como os temas do Enem costumam concentrar-se mais em nosso país, no entanto, uma revisão mais aprofundada sobre esse triste capítulo da história humana no território brasileiro pode ser mais estratégica. A partir daí, por razões óbvias, não há dados oficiais sobre os trabalhadores escravos em nosso país, mas com frequência aparecem notícias mencionando as condições em que esses trabalhadores se encontravam e como eram tratados, muitas vezes junto de estimativas sobre quantas pessoas podem encontrar-se na mesma situação. Há também exemplos de fábricas ao redor do mundo (especialmente na Ásia) em que os trabalhadores recebem menos de um dólar por dia e são submetidos a condições subumanas. Tais fábricas frequentemente fornecem materiais para grifes caras e extremamente famosas, que têm sido alvo de questionamentos e boicotes por conta disso (convenhamos, ainda bem, não é mesmo?). Por fim, uma boa lida na Consolidação das Leis do Trabalho (a famosa CLT) e o contraste com vagas que desvalorizam completamente tanto esses direitos como o profissional pode ser uma ótima base de argumentação. A página do Facebook “Vagas Arrombadas” é um ótimo lugar para encontrar exemplos de violações explícitas desses direitos, e uma análise comparativa entre esses dois dados pode ser um embasamento bastante eficiente em uma redação que mencione a exploração trabalhista ao invés da escravidão propriamente dita.

Depois da pesquisa feita, como sempre, é hora de construir a argumentação. No caso da escravidão, a contextualização histórica pode ser a introdução mais eficiente e inclusive mais simples, já que todos estudamos sobre a escravatura em algum momento da vida acadêmica. Estabelecer o porquê de a escravidão ser algo ruim também será bastante simples, por razões óbvias. Até a Declaração Universal dos Direitos Humanos pode entrar na jogada nesse momento. No caso da exploração trabalhista, sem características explícitas de escravidão, a CLT pode trazer a contextualização histórica inicial. O contraponto pode ser feito estabelecendo as possibilidades de exploração que haveria sem os direitos do trabalhador e as que já existem mesmo com a Lei.

Por fim, nossa velha e boa proposta de intervenção. Em ambos os casos, sugestões de revisão e fortalecimento das leis, bem como fiscalização mais efetiva das mesmas são, novamente, propostas simples e viáveis. Lembrem-se sempre de detalhar bem a sugestão de intervenção, por mais que se trate apenas de um reforço a leis já existentes, ok?

O que acharam da possibilidade de tema dessa semana? Ele tem mais ou menos probabilidade de aparecer do que outros dos quais já tratamos? Quais outros assuntos acham que podem ser tratados no Enem 2020? Contem tudo pra gente nos comentários e até a próxima!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

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