Possibilidades para a Redação do Enem 2021: Obsolescência Programada

Mais um assunto “permanente”, daqueles que não necessariamente estiveram em debate no ano anterior à prova do Enem, é a obsolescência programada. Apesar de ser um assunto que não permeia tantos debates, está bastante presente no nosso dia a dia. Os eletrônicos, especialmente, têm sido “vítimas” mais frequentes da obsolescência programada, como os celulares, que chegam a ter versões novas a cada ano e até mesmo a cada poucos meses. É só lembrar da geladeira da vovó, com a qual crescemos e ela estava lá, funcionando a todo vapor (ou melhor, gás). Há alguns anos, os eletrodomésticos, eletrônicos e até mesmo roupas eram feitos para durar muito tempo. Com os avanços da tecnologia e do capitalismo (talvez principalmente esse último, no caso da obsolescência programada), mais produtos foram sendo desenvolvidos e ficando “obsoletos” mais rápido. No entanto, alguns fabricantes viram oportunidades de lucro e passaram a forçar isso. Sendo assim, esse tipo de impacto na economia talvez mereça uma atenção e seja tópico de uma redação.

Inicialmente, é interessante pesquisar a definição do termo. Apesar de já ter sido mencionada rapidamente ali em cima, ler com calma sobre ele em algum site relacionado ao consumo consciente ou na própria Wikipédia, além de informar para a vida, dará base para argumentar em relação ao tema em um texto. No mais, há histórias bastante comuns de multas aplicadas a marcas bastante famosas de eletrônicos que forçaram seus clientes a atualizarem os aparelhos celulares para torná-los obsoletos. O conteúdo dessas notícias pode ser uma boa bagagem para levar no dia da prova para o texto.

Desta vez, há uma possibilidade na construção da argumentação que pode ser uma armadilha caso não sejam tomados os devidos cuidados, então é necessário ter bastante atenção. A obsolescência programada é prejudicial para o bolso do consumidor comum, mas para muitos ela pode ser até algo bom para a economia, já que a faz girar com mais constância. Contudo, relembremos a estrutura exigida pela redação do Enem: é necessário sempre oferecer uma solução para o problema, certo? Então, considerar a obsolescência programada como algo puramente positivo para a economia, e o consumidor comum que se vire, não deixa muito espaço para a proposta de uma intervenção. Consequentemente, os textos motivadores muito provavelmente trarão o tópico como sendo algo prejudicial e que lesa o consumidor, sendo assim necessário estabelecer esse ponto. Além de tudo isso, a obsolescência programada é ilegal em muitos países, o que por si só já é motivo mais do que suficiente para não defendê-la. É até possível trazer o argumento que alguns defendem em relação à economia, mas talvez seja melhor usá-lo apenas como um contraste e/ou uma apresentação de outro ponto de vista, demonstrando o porquê da justificativa de “girar a economia” não ser suficiente.

Por fim, a proposta de intervenção deve tratar do consumidor lesado, que é o grande problema da questão em pauta. Uma fiscalização e uma aplicação mais rígidas das leis já existentes (que, aliás, também podem ser um bom tópico de pesquisa) podem ser mais do que suficientes, sendo bem detalhadas, como sempre. Sugerir intervenções diferentes, desde que respeitando os direitos humanos e, neste caso, nosso bolso, também é mais do que válido.

O que acharam do tema desta semana? Mais fácil ou mais difícil do que os anteriores citados? Já fizeram alguma redação sobre esse assunto? Contem tudo pra gente nos comentários e até mais!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917