Presença de mulheres no mercado financeiro brasileiro ainda é menor que no resto do mundo

Percentual de investidoras certificadas no Brasil é inferior à média mundial

Foto: DCStudio/Freepik

Muitas profissões, antes vistas como essencialmente masculinas, estão absorvendo a atuação de mulheres ao redor do mundo, mesmo ainda não sendo suficiente para equipar os índices de vagas. No mercado financeiro brasileiro, contudo, essa mudança de comportamento está abaixo da média internacional.

O número de mulheres com Chartered Financial Analyst Society (CFA), certificação importante para a atuação no mercado financeiro internacional, cresce ao redor de todo o globo. No entanto, apenas 18% das pessoas que têm o certificado no mundo são mulheres. No Brasil, a porcentagem é ainda menor, somente 11% das pessoas que possuem o título de cartas CFA são mulheres.

Os dados foram divulgados pela vice-presidente da CFA Society Brasil, Márcia Sadzevicius, durante a versão brasileira do Bloomberg Women’s Buy-Side Netwoork (BWBN) no final de 2021. Ela reforçou, ainda, a vontade e a necessidade de eliminar a lacuna de gênero e aumentar a participação das mulheres no mercado financeiro, em diversos ramos, seja na renda fixa, na variável, em ETFs e criptomoedas.

Em entrevista à imprensa, a head de Produtos Transacionais do banco BTG+, Flavia Janini, falou sobre os seus desafios no setor financeiro por ser mulher. Ela ressaltou a importância da união feminina para que, desde as meninas que estão entrando agora no mercado até as altas executivas, possam se fortalecer. A executiva conta, ainda, que gostaria de ter tido mais incentivos e empurrões, mas, hoje, vê um apoio crescente entre as mulheres. “Acreditem na própria capacidade e sigam em frente”, encoraja.

A busca pela equidade

Ainda minoria no mercado de trabalho e no setor financeiro, as mulheres enfrentam desafios no ambiente profissional para, por exemplo, ascender a partir dos cargos de média gerência, conciliar maternidade e lidar com perda de bonificação.

Numa pesquisa feita pela Teva Indices, em parceria com a Easynvest, de 204 empresas analisadas, somente uma possuía mais mulheres no conselho de administração. Conforme o estudo, na maioria das organizações, as trabalhadoras estão em menos de 40% dos assentos. Os dados também representam a baixa presença de pessoas do sexo feminino em empresas do mercado financeiro, como bancos, corretoras e fundos.

Pensando em sanar essa lacuna, a Fin4she, por exemplo, plataforma que busca impulsionar negócios e ampliar a presença feminina no mercado financeiro, desenvolveu um banco de currículos com mulheres que querem trabalhar no mercado financeiro. Assim, em busca da equidade de gênero em seus quadros, empresas podem se associar à ferramenta e encontrar as candidatas. Além disso, a plataforma promove cursos e eventos relacionados às finanças e à liderança.

Foi criado também um guia sobre como as corporações podem conseguir contratar mais mulheres. Uma das dicas é ter, participando do processo seletivo, uma mulher da empresa. Em entrevista à imprensa, a cofundadora da Fin4she, Carolina Cavenaghi, observa que uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres para a ascensão na carreira é a maternidade.

Isso porque, quando a mulher fica meses de licença, o bônus que recebe sobre o resultado, parcela significativa da remuneração de pessoas que atuam na área, é reduzido. De acordo com a executiva, uma saída mais juta seria a implantação de políticas de mentoria mistas, além de um plano de carreira diferenciado para as mulheres.

Maioria das mulheres não investe por falta de dinheiro

De acordo com a 5ª edição do “Raio X do Investidor Brasileiro”, estudo feito pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com o Datafolha, 72% das mulheres não investem. Conforme o levantamento, a falta de dinheiro é o principal motivo. Da população masculina, 66% não são investidores.

A pesquisa entrevistou 5.800 pessoas de todas as regiões do país, das classes A, B, C e D/E. Revelou-se, portanto, que a participação dos homens no mundo dos investimentos é maior, com 34%, contra 28% das mulheres.

O estudo também mapeou os hábitos da população de guardar ou não dinheiro. Não possuem economias de forma alguma 64% das mulheres. Já entre os homens, a porcentagem é de 58%.

Nesse cenário, para mais da metade das brasileiras, 55%, a falta de dinheiro é o entrave para investir. O motivo é o mesmo para 51% dos homens. O desemprego é a razão que ocupa o segundo lugar, com 10% das respostas femininas e 6% das respostas masculinas. 

Para o superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima, Marcelo Billi, em pronunciamento na página da Associação, é fundamental fazer esse recorte de gênero.

O levantamento reflete o impacto causado por aspectos socioeconômicos importantes, como o fato de as mulheres receberem em média salários menores e dedicarem mais tempo à família. Dessa forma, pode ser possível pensar maneiras de difundir a cultura de investimento também entre a população feminina.

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