Redação Nota 1000: A Redação da FUVEST em 1977 – segunda fase

A aplicação da segunda fase da prova da FUVEST de 1977 foi cercada de intempéries: chuvas de verão acabaram alagando várias partes da cidade de São Paulo, mas a ação foi rápida e a transferência de alunos para locais mais seguros foi organizada durante a noite anterior. Houve até transporte de helicóptero para alguns deles, olha que chique!

O tema da segunda fase foi tão abrangente e passível de confusão quanto o primeiro. Mas vamos analisar com cuidado as instruções que temos para não chegarmos nem perto de nos confundirmos com o tema. Relembremos:

Simples e direto ao ponto. Essa foi a proposta da segunda fase da FUVEST de 1977, na qual há apenas uma frase temática a ser considerada. Tratemos primeiro, então, das tecnicalidades que isso nos permite deduzir:

  • Não é obrigatório incluir título, já que não há tal pedido;
  • Como sempre, é necessário considerar a escrita correta na norma culta da língua portuguesa e a coesão e coerência do texto (sem saltos na progressão textual nem contradições entre as afirmações).

E só. No mais, não há indicações na proposta, nem sequer qual gênero textual deve ser utilizado. Poderíamos até mesmo criar narrativas com o título, mas gostariam de se arriscar nessa? Eu, pessoalmente, não faria isso se fosse o pessoal que prestou a prova em 1977. Como um tema passível de dissertação argumentativa, tendo essa sido MUITO bem treinada por nós por conta do Enem, o caminho mais seguro definitivamente é esse gênero.

Decidido o tipo de texto, é hora de coletar informações (no dia da prova só na própria memória, claro) para construir a argumentação. Pela frase temática, é possível perceber que, diferentemente de apenas um posicionamento argumentativo em relação a um tópico, a exigência nessa prova foi a de conhecimentos específicos acerca do tema e o desenvolvimento de uma exposição a partir do título, que continha elementos também bastante específicos.

Ao observar a frase temática de trás para frente, a primeira coisa a ser considerada é o período: século XIX. Ou seja, não considerar-se-á nenhum outro período, incluindo o moderno. Outro item que está delimitado é o escopo de pessoas que será tratado: os escritores brasileiros do período já citado. Dentre eles, há Álvares de Azevedo, Castro Alves, Machado de Assis e Visconde de Taunay, por exemplo.

Com itens melhor afunilados para a construção da argumentação, a última parte a ser considerada é a que pede a consideração da participação dos autores deste período nas grandes causas cívicas e sociais do país. A partir daí, não tem jeito…é pesquisar mesmo sobre o posicionamento (ou falta) de cada um deles. Machado de Assis, por exemplo, era descendente de escravos, mas não se posicionava publicamente como abolicionista. No entanto, há resquícios de um certo ativismo abolicionista em algumas de suas colunas de humor para jornal, sob o pseudônimo de Lélio. Já Visconde de Taunay era da nobreza do país e tornou-se político, sendo um dos precursores do casamento civil, da legalização da imigração ao nosso país e contribuiu também, aos poucos, para a oficialização da abolição da escravatura.

Munidos de todas essas informações, é hora de construir a argumentação, mencionando a contribuição de cada um (ou de apenas alguns) dos autores desse período, esclarecendo os resultados e se estes foram duradouros, além de outras possibilidades, já que as sugestões aqui nunca são exaustivas.

O que acharam do tema desta semana? Ficou mais fácil ou mais difícil trabalhar só com a frase temática? Arriscariam escrever outro gênero que não a dissertação argumentativa? Contem tudo pra gente nos comentários e até a semana que vem!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

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Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917