Redação Nota 1000: A Redação na FUVEST em 1978

A partir de 1978, a redação na prova da FUVEST já se encaminhava para uma configuração mais próxima à atual. Ela ainda não trataria exclusivamente de textos dissertativos, como tem sido a tendência recente, mas no ano em questão já foi inserida apenas na segunda fase. Esta foi a proposta:

O contexto sugerido pela proposta, assim como as instruções contidas nela, estava bastante misterioso. Vamos analisar, primeiramente, os critérios técnicos que podemos colher: o texto deve ser em prosa, portanto poesias estão descartadas. Como sempre (até hoje, em todos os vestibulares de que se tem notícia), não se deve ultrapassar o espaço fornecido. E é isso. Tudo o que a proposta nos instrui a fazer corretamente são estes dois itens. No entanto, devemos sempre lembrar dos critérios já comentados em artigos anteriores, aqueles que são levados em conta na correção da redação e aparecem normalmente no Manual do Candidato. Ou seja, é necessário escrever corretamente na norma culta da língua portuguesa, organizar as ideias sem contradições ou saltos na progressão da escrita e, obviamente, não fugir do tema da proposta.

Observados os critérios técnicos, podemos seguir para a análise do contexto a partir do qual construiremos a redação. No caso, na proposta de 1978, o candidato deveria imaginar-se como estando em seu aniversário de 18 anos e recebendo um pacote misterioso com sua foto, um disco de vinil e uma folha em branco, sem remetente, apenas seu nome escrito no envelope.

Considerado o contexto, as possibilidades são bastante variadas, mas talvez as mais proeminentes são uma página de diário (um relato) e uma carta de volta para o remetente (vide o papel em branco) que poderá ou não ser enviada. No caso da página de diário, o aluno poderia contar sobre seu aniversário e como foi seu dia, para além do evento misterioso. Seria interessante mencionar a foto e o disco recebidos, bem como as lembranças que tais presentes incitaram. Um detalhe bem legal a incluir poderia ser o nome do disco, o que pode incitar reflexões ainda mais específicas e detalhadas, colaborando muito para uma página de diário mais intimista e rica.

Na carta de volta para o remetente, é importante refletir se o aluno o reconheceu  através dos presentes enviados. Talvez a foto seja uma a qual poucas pessoas possuem acesso, assim como a informação de que você gosta da banda ou artista do disco em questão. Sendo assim, fica mais fácil afunilar os possíveis remetentes e, se houver apenas uma pessoa relacionada a ambos os itens, já se sabe quem os enviou. Provavelmente a pessoa sabia que o destinatário conseguiria deduzir quem ela era por conta dos presentes (e até da letra com a qual seu nome foi escrito na carta, por que não?), e por isso incluiu uma folha em branco para receber uma resposta. Nessa opção, o candidato poderia agradecer pelos presentes e pelas lembranças que eles incitaram, bem como contar ao remetente como está a vida e como foi o dia do aniversário, considerando sempre a pessoa em sua vida que deduziu ser a responsável pelo pacote.

O que acharam da proposta de 1978? Fariam uma carta, uma página de diário ou ainda algum outro gênero textual? Qual seria? Contem tudo pra gente nos comentários e até semana que vem!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
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Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917