Saiba Tudo Sobre os Principais Métodos Contraceptivos

Até o século XX, a sexualidade não era um assunto muito tratado pelas pessoas. Sem conhecer a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, as pessoas não viam necessidade em se proteger e o tema era um grande tabu. Mas a preocupação dos profissionais da área da saúde em relação ao crescimento dessas doenças aumentou a divulgação da necessidade de se proteger. Além da prevenção de doenças, outra preocupação era a prevenção de gravidez indesejada, que sempre esteve presente na sociedade, já que ter filhos fora do casamento há muito tempo gera constrangimentos sociais.

Ao longo da história das civilizações, é possível observar que as pessoas tentavam evitar a gravidez de diferentes formas, seja com algum papel que funcionava de forma semelhante à camisinha, ou com plantas e substâncias que funcionavam como espermicidas. No início do século XX surgiu então o preservativo como existe hoje, como forma de prevenir tanto as doenças quanto a gravidez indesejada. No início, ele ganhou grande popularidade, mas foi perdendo com o tempo e voltou à tona novamente durante a década de 1980, com o grande aumento do número de pessoas com AIDS. Atualmente, ainda há um grande esforço em incentivar as pessoas a utilizarem o preservativo para reduzir a propagação das doenças.

Entretanto, falando de métodos contraceptivos, podemos citar diversos outros além do preservativo comum e é sobre eles que falaremos agora. Outro método muito utilizado é a contracepção hormonal oral, ou seja, as pílulas anticoncepcionais. Mas também é possível prevenir uma gravidez através do uso da camisinha feminina, do DIU (dispositivo intrauterino), do anel vaginal, do diafragma, de hormônios injetáveis, implantes, espermicidas e também os métodos cirúrgicos irreversíveis, ou seja, a vasectomia, no caso dos homens e a laqueadura, no caso das mulheres. Existem também os métodos chamados comportamentais, como a tabelinha, os métodos do muco e da temperatura e o coito interrompido.

A tabelinha é o método em que a mulher estima, por meio do calendário e do seu ciclo menstrual, qual é o seu período fértil, dias em que as relações sexuais dever ser evitadas. Esse período ocorre no meio do ciclo, que normalmente é de 28 a 30 dias, com período fértil, portanto, entre o 12° e o 15° dia do ciclo. O método da tabelinha é utilizado também por quem quer engravidar, fazendo o procedimento contrário, ou seja, tendo relações sexuais durante o período fértil.

Já os métodos do muco e da temperatura consistem em analisar o muco vaginal e a temperatura do corpo, que mudam durante o período fértil. O muco torna-se mais espesso durante a ovulação e a temperatura é mais alta. Entretanto, esses métodos são os menos eficazes, já que há uma grande chance de errar.

Assim como a masculina, a camisinha feminina também previne DSTs, mas ela não é muito popular. Seu uso é feito por meio da inserção do dispositivo de latex na vagina, de modo que o esperma não possa passar. Também como barreira para o esperma, existe o diafragma, dispositivo de borracha em forma de anel que pode ser utilizado várias vezes, mas se as instruções de uso não forem seguidas, como por exemplo o horário que deve ser inserido e retirado, a gravidez pode acontecer. Ele deve ser inserido cerca de 30 minutos antes da relação e retirado somente 12 horas depois. Esse dispositivo não é muito utilizado por apresentar uma possibilidade de falha de 10%, maior do que de outros métodos.

Já o anel vaginal é um dispositivo de borracha que a mulher insere na vagina, deixa por três semanas, e retira por sete dias para menstruar. Durante as três semanas, ele libera hormônios (estrógeno e progesterona), impedindo que os ovários liberem óvulos, assim como a pílula anticoncepcional. Esta última, além de prevenir a gravidez, regula o ciclo menstrual e diminui os sintomas da TPM – Tensão Pré-menstrual – e as cólicas menstruais e ainda pode melhorar a aparência da pele, eliminando a acne, por exemplo. Entretanto, deve ser tomado corretamente, todos os dias no mesmo horário durante 21 dias em cada mês, parando 7 dias para a menstruação. Uma opção para quem não consegue tomar regularmente é o hormônio injetável, que deve ser aplicado a cada um ou três meses e funciona da mesma forma que a pílula.

Outro método é o implante, um pequeno tubo plástico, inserido no braço da mulher pelo médico, que libera hormônios no sangue e também impede a ovulação. Já o DIU, dispositivo intra-uterino, é um dispositivo em forma de T, que deve ser inserido no útero pelo médico e dura de cinco a dez anos. Ele faz com que os espermatozoides não fecundem o óvulo e, se ocorrer a fecundação, não há fixação no útero. Com 99% de eficácia, é um dos métodos mais eficientes, e ainda não exige uma preocupação diária ou mensal, como os hormônios orais ou injetáveis, exige apenas um acompanhamento periódico do médico.

É possível observar que existem diversos métodos para prevenir a gravidez e, quem deve dizer qual é o melhor método é o ginecologista, de acordo com as necessidades de cada mulher. E mesmo sem apresentar sintomas, toda mulher deve consultar periodicamente o médico. Algumas pessoas, por exemplo, possuem alergia ao látex e não podem usar o preservativo comum, levando à necessidade de procurar outras opções. Algumas pessoas também optam por não tomar pílula anticoncepcional devido ao risco de desenvolver doenças, como por exemplo a trombose. Nestes casos, muitas mulheres escolhem o DIU, que não possui uma quantidade de hormônios igual às pílulas, não exige preocupação e a possibilidade de engravidar é extremamente pequena.

Contudo, além de prevenir a gravidez, também é muito importante se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis, que, como a AIDS, podem ser crônicas e até fatais. Dentre os métodos que falamos, o que realmente previne tais doenças é o preservativo comum, que não deve, portanto, deixar de ser utilizado se não houver conhecimento sobre a saúde da pessoa com quem se tem contato íntimo.

Esse assunto ainda será abordado com mais detalhes em um próximo artigo.

Fique de olho em nossas publicações e até a próxima!

Manual do SISU e PROUNI

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Sobre o Autor

Matheus Andrietta
Matheus Andrietta

Fundador do Portal InfoEnem.