Semântica para o ENEM I: sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos

A semântica é o estudo da significação das palavras, expressões e enunciados que formam um texto. É um tema que vai além do significado denotativo de uma palavra, aquele que encontramos no dicionário, pois trabalha também com as relações de interpretação que aparecem nos textos.

No ENEM esse conteúdo é importante porque garante um bom desempenho tanto na prova de linguagem, quanto na escrita da redação. Essas duas avaliações cobram que os alunos estejam atentos a expressões da linguagem, ou seja, compreender como a semântica influencia a assimilação de um texto em uma determinada questão e também a forma como o aluno usa o sistema linguístico para compor uma redação.

As relações semânticas estão organizadas na língua portuguesa da seguinte forma: sinônimos, antônimos homônimos e parônimos. Porém, o ENEM dificilmente cobra que o candidato saiba esses nomes, o que é levado em consideração são os conceitos de casa uma dessas relações. Veja a definição deles a seguir:

Sinônimos: são palavras que quando empregadas em um determinado contexto possuem o mesmo significado ou significado semelhante. São de extrema importância para produzir uma boa redação no ENEM, ou qualquer outro texto dissertativo, uma vez que demonstram que o aluno possui um vocabulário diversificado. São muito importantes no estudo da semântica.

O sentido aproximado das palavras é construído através do contexto, portanto nem sempre uma palavra tem significado equivalente, tudo vai depender da intenção com que ela é usada.

Exemplo: Os alunos compreenderam as atividades sobre tipos de vírus.

Os alunos entenderam as atividades sobre tipos de vírus.

As palavras “compreender” e “entender” estabelecem uma relação se sinonímia, ou seja, são sinônimos.

Antônimos: são palavras que têm significados opostos, ou aproximadamente opostos, em um determinado contexto. É usado geralmente como recurso literário que cria antíteses e ajuda a formar as relações de paradoxos. A antítese é formada por uso de antônimos e os paradoxos por ideias que se anulam.

Exemplo: Durante o dia encontrava paz, mas pela noite tinha que se preparar para a guerra.

Os antônimos que ajudam a criar a antítese do exemplo são: Dia/Noite e Paz/Guerra.

Homônimos: são palavras diferentes, entretanto têm a mesma grafia ou a mesma pronúncia. Essa relação é usada com frequência em textos com fins humorísticos como charges, tirinhas e anedotas, pois a quebra de expectativa de um significado pelo outro geralmente é responsável pelo efeito de humor.

A depender do tipo de semelhança, as palavras são classificadas em homônimos perfeitos, homônimos homógrafos e homônimos homófonas.

Homônimos perfeitos: palavras idênticas na grafia e na pronúncia.

Exemplos: morro (do verbo morrer) e morro (monte de pequena elevação).

leve (do verbo levar) e leve (que pesa pouco)

curta (do verbo curtir) e curta ( de pequeno comprimento)

Fonte: www.ivancabral.com

Homógrafos: palavras idênticas apenas na grafia. Note que há diferença na tonicidade das sílabas de uma palavra para outra.

Exemplos: acordo (combinado) e acordo (verbo acordar)

colher (objeto para pegar alimento) e colher (verbo colher)

gosto ( o sabor) e gosto (verbo gostar)

Homófonos: palavras idênticas apenas na pronúncia.

Exemplos: cessão (ato de ceder) seção (setor) e sessão (tempo)

paço (palácio) e passo (movimento com as pernas para caminhar)

cento (cem) e sento (sentar).

Parônimos: São palavras que apresentam semelhança na grafia e na pronúncia, mas que não são iguais. Elas costumam causar confusão principalmente na hora de escrita, porque como cada uma tem seu próprio significado, mas apresentam certa semelhança, os alunos podem trocar uma pela outra.

Exemplos: descriminar (absolver de um crime) e discriminar (separar, distinguir)

eminente (ilustre) e iminente (que está preste a acontecer)

ratificar (confirmar) e retificar (corrigir)

mandado (ordem judicial) e mandato (tempo de um cargo político)

flagrante ( no ato, evidente)  e fragrante (perfumado)

Conhecer essas relações da semântica ajudam a compreender o sistema linguístico e consequentemente a fazer o melhor uso dele, não apenas nas provas, como o ENEM, mas nas mais variadas situações da vida cotidiana. 

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Sobre o Autor

Adriana da Silva Moreira
Adriana da Silva Moreira

Adriana da Silva Moreira: Mestranda do programa de Letras Clássicas da Universidade São Paulo. Possui graduação em Letras, com habilitação em Português e Grego pela USP (2016). Concluiu duas Iniciações Científicas na área de Historiografia Grega (2013) e (2016) sob orientação do Prof. Dr. Breno Battistin Sebastiani. Tem interesse na área de Língua e Literatura Grega, com ênfase em Historiografia Grega.