Conforme noticiado no site oficial da Universidade de Brasília (UnB) nesta terça-feira (03), a instituição continuará utilizando seu vestibular tradicional para ingresso de estudantes em 2013. Essa confirmação se fez necessária, pois certa expectativa foi criada após algumas discussões levantadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão a respeito da adesão da UnB ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes exclusivamente através das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A especulação em torno da substituição do processo seletivo tradicional pelo Sisu foi iniciada em 17 de maio e previa a utilização do Enem 2012 para ingresso no ano que vem, porém não há mais tempo hábil para deliberar sobre as mudanças, pois o prazo combinado entre o Ministério da Educação (MEC) e a instituição expirou, além de as inscrições para a edição deste ano do exame terem acabado. Desta forma, a UnB só poderá utilizar o Enem 2013 e consequentemente participar do Sisu 2014.

A nota também esclarece que não houve debate no meio acadêmico para se chegar a uma decisão, o que não significa uma desistência da universidade em adotar o método universal de seleção. Haverá somente um tempo maior para discutir todos os pontos positivos, negativos e decidir qual será a postura para os próximos exames. A Comissão de Análise e Emissão de Parecer, criada exclusivamente para analisar a questão, faz reuniões periódicas e, em 20 dias, deve emitir um parecer com uma opinião. O documento elaborado por eles será encaminhado ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), que ainda deverá votar a questão para decidir se o Enem será adotado pela UnB.

O decano de Ensino e Graduação, José Américo Garcia, idealizador da proposta, não vê a mudança de prazo como negativa. “Se formos seguir o cronograma certinho e se tudo for aprovado, só entramos no Sisu em 2014. O nosso compromisso é com a qualidade do ensino. Estamos utilizando esse tempo para recolher dados, enriquecer os argumentos para a adoção do sistema”, afirmou.

O documento apresentado ressalta três argumentos sólidos para justificar a mudança: a democratização ao acesso à universidade; a mobilidade acadêmica e o acesso à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC’s), que consiste num conjunto de recursos tecnológicos integrados que facilitam a comunicação de processos pedagógicos, de pesquisa científica e de aprendizagem. “A integralização passa a trazer alunos de outras regiões do país. A diversidade cultural cria um enriquecimento dos alunos”, explicou José Américo.

 

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