Você conhece Zuzu Angel?

Zuleika de Sousa Neto, conhecida como “Zuzu Angel” nasceu em 1921 em Cuvelo, no estado de Minas Gerais. Vinda de uma família de classe média, ela se tornou estilista; ainda jovem conheceu Norman Angel Jones, norte-americano com quem se casou em 1943. Três anos depois tiveram seu primeiro filho, Stuart, parte significativa da biografia de Zuzu; e em 1950, já no Rio de Janeiro, tiveram mais duas filhas – Ana Cristina e Hildegard Beatriz. Após se divorciar, em 1960, montou no seu apartamento, em Ipanema, um ateliê – suas propostas eram inovadoras para a época e para o nicho da população que atendia: as mulheres mais ricas.

A proposta de Angel era dar as mulheres roupas funcionais, atendendo a demanda de ingresso no mercado de trabalho na década de 60. A diferença é que as roupas funcionais de Zuzu eram também de alto padrão, de butique. Tanto que uma de suas clientes foi ninguém menos que a então primeira-dama, Sarah Kubitschek. Foram anos de realizações para Zuzu, que exportava suas peças para os Estado Unidos e ficava cada vez mais conhecida no setor da moda; apesar disso, na década que se aproximava as coisas começaram a mudar. Em 1971, Stuart que tinha então 25 anos, desapareceu. O filho de Zuzu era membro do MR-8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro) – formado por antigos membros do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e por universitários, era um movimento de luta armada contra a ditadura militar, que ficou famoso pelo sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick.

Na versão oficial dos militares, Stuart estava foragido. Zuzu fez diversas denúncias, usou de sua influência no exterior e no Brasil, atuando como uma porta-voz de outras mães que também perderam seus filhos para o Regime Militar – já que ela, diferentemente de muitas outras mães, tinha certa visibilidade. Zuzu invadiu diversos órgãos de segurança em busca de respostas. Militava também por meio das roupas que produzia, que tinham mensagens políticas – ela dizia que sua obra era “a primeira coleção de moda política do mundo”. Anos depois, ela recebeu uma carta assinada por um preso político, Alex Polari de Alvarenga, contando que Stuart foi preso em 14 de maio de 1971, junto com ele; ainda na carta Alex diz que ambos foram interrogados e torturados, em uma base da Aeronáutica na região carioca do Galeão. Stuart foi amarrado em uma viatura e foi arrastado, sendo obrigado a aspirar os gases tóxicos da descarga – na madrugada, ouvindo conversas de oficiais, Alex escutou a confirmação de morte de Stuart.

Mesmo perante a confirmação, Zuzu continuou ativa, buscando apoio da Anistia Internacional e do governo dos Estados Unidos, já que seu filho também era cidadão norte-americano. No dia 14 de abril de 1976, de acordo com a versão dos militares, Zuzu voltava para a casa e perdeu o controle do carro que dirigia – sofrendo um acidente e morrendo logo em seguida. Mais de uma década depois do incidente, a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu que a morte de Zuzu não foi um acidente – o Regime Militar havia a matado.

Zuleika foi uma mulher que lutou contra a opressão da Ditadura Militar e que expressava em sua obra resistência política e familiar.

Questão – Enem 2017

ABRAÁO, B. Disponível em: Disponível em: <www.zuzuange.com.br>. <www.brasilicultipro.br>. Acesso em: 18 maio 2013,

Elaborada em 1969, a releitura contida na Figura 2 revela aspectos de uma trajetória e obra dedicadas à

a) valorização de uma representação tradicional da mulher.

b) descaracterização de referências do folclore nordestino.

c) fusão de elementos brasileiros à moda da Europa.

d) massificação do consumo de uma arte local.

e) criação de uma estética de resistência.

ALTERNATIVA CORRETA – E.

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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.