Por Lilian de Souza Farias

A importância que a linguagem escrita desempenha no mundo ultrapassa os muros escolares, além de ser um método de avaliação dos estudantes brasileiros. Digo mais, um dos mais temidos. Contudo, tal ‘método’ é utilizado por nós com uma frequência significativa, isso acarreta concluir que o texto escrito, exigido pelo ENEM ou vestibular, não acaba com a prova. Ou seja, na faculdade, na lista de compras, no cartão de natal, no bilhete da geladeira, no anuncio, no trabalho, na escola, no ENEM etc. nós estamos ou estaremos produzindo textos sempre.

Segundo a Professora Irandé Antunes ‘a escrita é uma manifestação verbal das ideias (…)’. Saber o que escrever é oportuno e essencial, mas como organizar tais ideias na hora da prova? Como saber o que escrever? O que é escrever? Quem possui conhecimentos da norma padrão da língua sabe escrever? Se eu leio, eu sei escrever?

O propósito das perguntas é nos fazer refletir sobre o conceito da produção textual; desmitificar alguns mitos e conduzir os leitores a uma luz quanto à arte de escrever.

Entende-se a escrita como uma ação da linguagem verbal, dotada de princípios ideológicos e significados feitos para comunicar. Quem escreve, pressupõe-se que o faz para um leitor. Na redação do ENEM o leitor em questão é a banca examinadora, positivamente pessoas de carne e osso com uma carga significativa de conhecimentos acerca da língua materna e do mundo.

O ponto de partida é organizar as ideias, saber o que escrever. Por mais que domine as normas gramaticais da língua padrão, se a carência de informações for predominante as palavras se farão ausentes. Certamente as informações não caem do céu como chuva. Leia, assista, ouça, pesquise!

O critério de formalidade, na escrita, exigido na redação do ENEM, impõe o conhecimento de estrutura e planejamento das palavras. As regras de sintaxe e semântica devem ser respeitadas. Isso não significa que só sabe produzir textos quem domina tais regras. Ou que saberá produzir textos quem anda com uma gramática a tiracolo vinte e quatro horas por dia.

Quanto à leitura, ela é importante. Às vezes é comum ouvir pessoas afirmarem que quem lê sabe escrever. Mas vamos analisar cuidadosamente essa afirmativa: a leitura será o subsídio para materialização das informações, o alavancar de determinados conhecimentos, lógico que quem lê duzentos livros por ano, terá muito mais facilidade com a escrita, mas não nos enganemos, sabe ler quem lê; sabe escrever quem escreve! Isso implica afirmar que quem aprecia uma boa história em quadrinhos ou textos que não se enquadram na norma padrão da língua, não está condenado a ser um ‘péssimo escritor’.

Sentenciando melhor tudo o que foi exposto: exercite! Produção de texto exige prática. Desenvolva seu repertório; mantenha-se informado; escreva e reescreva; estabeleça temáticas e tipologias textuais – carta, paródia, artigo, dissertação, ata, crônica etc. -; saiba várias opiniões sobre a mesma temática; planeje previamente. Dessa forma atingirá maturação quanto ao exercício da escrita.

E o mais importante, saber escrever é um direito de todo cidadão. Quando escrevemos materializamos nossos direitos. Quando escrevemos a ponte da interação nasce. A palavra passa ter vida própria e nos eternizamos.

Para produzir esse texto foi necessário como fonte de informação: três livros, dez artigos e duas revistas. Reescrevi e o li repetidas vezes.

*Lilian Farias reside em Aracaju – SE eé graduada em Letras/Português pela UPE – Universidade de Pernambuco –, pós-graduada em Linguística pela POSEAD e membro correspondente da ALTO – Academia de Letras de Teófilo Otoni. Autora do livro “Encontros para liberdade”, participa das coletâneas Amor em Versos e Eldorado. Colunista do site Literatura de Cabeça(http://www.literaturadecabeca.com.br/); Mágica Literária (http://www.magicaliteraria.com/). Criadora do blog Poesia na Alma (http://lilianpoesiablogs.blogspot.com.br). Contato [email protected].

**A equipe Infoenem agradece imensamente a colaboração da Professora Lilian e deixa claro que, para ser colunista de nosso portal, basta ela querer. Seria uma honra para nós e um presente para nossos milhares de leitores. Aliás, recomendamos a leitura do artigo Leitura, ENEM e o Mundo, também de sua autoria. 

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