Segundo divulgação do site Exame.com, o reitor da  UFF (Universidade Federal Fluminense), Roberto Salles, afirmou na última sexta, dia 28,  que a instituição não terá cotas raciais para 2013.

“Os alunos vão fazer o Enem agora em novembro e eu não posso mudar a regra do jogo no meio do segundo tempo”, disse o reitor, que classificou como “imposição” a tentativa de se exigir a aplicação imediata da reserva de vagas prevista na nova lei.

“Acho uma interferência. E não sou só eu, 19 federais já se pronunciaram assim. Não há ninguém que nos obrigue. Este ano o critério vai ser social”, acrescentou Salles. Ele defendeu que as instituições tenham mais tempo para se adequar e que a nova regra comece a valer a partir do vestibular de 2014.

Para o reitor, a recente retomada das aulas após um longo período de greve é outro complicador. “As universidades já vinham fazendo suas políticas de inclusão, cada uma da sua maneira, e vínhamos fazendo muito bem”, avaliou.

Na UFF, já existe cota de 25% das vagas para alunos de escolas públicas com renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio, mas o edital não se refere a “cor ou raça” e exclui alunos de colégios militares, escolas técnicas e colégios de aplicação. A lei não prevê essas exclusões. “Acho uma injustiça”, disse o reitor.

“Eu sempre fui a favor da cota social, porque ela vê a renda da família. Não importa a cor da pele. Então, vamos ter que criar cotas para nordestinos e para pessoas que torcem para determinado time. Pessoas de várias origens têm dificuldade, independentemente da cor da pele”, argumentou.

 

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