Sisu 2013 revela bom desempenho de cotistasAo contrário do que muitas pessoas achavam, o desempenho dos cotistas no Sisu 2013 está próximo dos não cotistas.

Segundo matéria publicada no portal terra, a nota de corte dos candidatos do primeiro Sisu de 2013 (que segue aberto)  pode ter apenas 10 pontos de diferença entre os alunos inscritos nos critérios de cotas e aqueles de ampla concorrência. É o caso do curso de engenharia elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Os candidatos sem cotas têm nota de corte de 667,36 pontos. Já os cotistas registraram 657,24 na nota de corte.

Outro exemplo que revela uma baixa diferença é de medicina da UFC, o mais procurado do Sisu. Os candidatos não cotistas e cotistas mantêm uma diferença de apenas 37,68 pontos na nota de corte. Cada um dos grupos registrou 783 e 745,32 pontos na nota de corte, respectivamente.

Confirmando essa tendência,  o curso com a maior nota de corte (medicina na UFRJ) registra praticamente o mesmo desempenho apresentado na Federal do Ceará. Os alunos inscritos na ampla concorrência obtiveram a nota de corte de 821 pontos,enquanto os cotistas registram 778,81 pontos.

Todos dados são referentes a atualização divulgada nesta madrugada do dia 10,  pelo MEC (Ministério da Educação).

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o resultado pode ser considerado ‘excelente’, já que ‘o desempenho dos cotistas até o momento é muito próximo do desempenho da ampla concorrência’.

“É um grande resultado, mas não pode ser lido como uma acomodação e muito menos como se o desafio da qualidade no ensino médio não fosse imenso para o Brasil, para o MEC, especialmente para as secretarias estaduais de Educação – responsáveis por 86% da rede”, acrescenta o ministro.

Entretanto, como a lei de cotas tem sua implementação gradual, o próprio ministro prevê uma mudança desse quadro:  ‘Nós avaliamos que no ano que vem isso [a diferença no desempenho entre cotistas e não cotistas] deverá se manter, com uma pequena discrepância. O problema pode aparecer a partir do terceiro e do quarto ano. Ou seja, temos que entender que a cota traz um novo desafio, de melhorar a qualidade do ensino médio. Se em um primeiro momento a nota está muito próxima, quando for aumentada a presença dos cotistas nas vagas, até chegar a 50%, a discrepância pode aumentar’, argumentou.

 

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