A Redação na FUVEST em 2016

Em 2016, a FUVEST resolveu despertar em seus candidatos uma reflexão bastante profunda com o tema proposto. A utopia foi a escolha da vez e o aluno precisava posicionar-se claramente em relação a ela. Vamos relembrar:

Como sempre é necessário, além de ter em mente os critérios de correção que discutimos há algumas semanas, dar atenção às instruções básicas na proposta. Novamente o título é obrigatório e deve-se escrever no mínimo 20 linhas e no máximo 30. É preciso inserir informações que estejam além dos textos motivadores e do senso comum, bem como escrever na norma padrão culta da língua portuguesa.

Os seis textos motivadores disponíveis trazem material suficiente para incitar a reflexão que culminará na argumentação acerca do tópico. O primeiro traz uma definição mais direta do que significa a palavra “utopia”. Os seguintes, de Carlos Drummond de Andrade, Paul Ricoeur e Karl Mannheim, também definem a utopia e a colocam como algo bastante positivo, com exemplos de sociedades ideais. Já os restantes, de André Comte-Sponville e Frédéric Rouvillois, discordam dos supostos benefícios da utopia, colocando-a até mesmo como algo prejudicial em alguns contextos (são franceses, gente, esse negativismo todo não é surpresa! Hehehehe). Feita a leitura com atenção dos textos motivadores, é hora de partir para a produção!

 Primeiramente, é importante “recolher” (no dia da prova, na memória, claro) informações externas aos textos motivadores e ao senso comum. Neste caso, outras definições de utopia por diferentes filósofos e pensadores que sustentem o posicionamento do autor da redação podem ser uma boa pedida. Exemplos de ficções (com as devidas referências) que demonstrem utopias relacionadas à opinião que será demonstrada na redação também podem servir de bom embasamento para a argumentação a ser construída.

Selecionados esses itens, é hora de posicionar-se. A frase temática é “As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?”. A partir dela, deve-se definir um posicionamento claro acerca do assunto: é necessário para a natureza humana idealizar situações perfeitamente harmônicas que servem até mesmo como sonhos e incentivo, esse tipo de idealização não faz diferença e só seria “útil” na ficção ou chega até mesmo a ser prejudicial, dependendo do uso que se faz da utopia? Tomado um partido, é hora de construir a redação. Para isso, as referências externas, a reflexão incitada pelos textos motivadores (especialmente os mais próximos à visão que será defendida na redação) e os exemplos recolhidos servirão para o embasamento, a “comprovação” de que a opinião de quem está escrevendo faz sentido. É importante lembrar que a questão proposta na frase temática deve ser respondida, por isso é necessário posicionar-se por uma das três possibilidades sugeridas. A argumentação ao longo da redação deve estar bem organizada, detalhada e selecionada de modo a responder com eficiência e clareza a pergunta inicial, portanto.

O que acharam do tema de 2016? Bastante filosófico, certo? Ele sugere que é uma boa ideia refletir sobre algumas questões sociais mais abstratas e pensar em quais poderiam ser os benefícios (ou falta deles) para a construção da nossa própria. Contem pra gente qual seria o posicionamento de vocês em relação a essa questão e, quem sabe, até iniciem uma discussão sobre o tema nos comentários com colegas! Até a semana que vem!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

Manual do SISU e PROUNI

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Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917