fbpx
Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.

Entretanto, compreender o uso de cada um desses “porquês” pode ser libertador, assim não será necessário recorrer à internet na hora da escrita, sobretudo quando você não pode fazer uma consulta rápida, aquela só para tirar a dúvida mesmo, como na hora de escrever a redação para o Enem, já pensou? Ou ainda, ser pego de surpresa na hora de compreender uma questão na prova de Linguagens desse exame.  Leia a seguir como cada um desses porquês se comporta no texto e onde eles devem ser usados adequadamente.

A melhor forma de aprender esse conceito é compreender o comportamento das classes de palavras em Língua portuguesa e a função das palavras em uma oração, isso já estrutura muito bem o uso dos porquês e suas derivações, e apesar de parecer o caminho mais longo é certamente o mais efetivo.

Segue Exemplos de Porquês:

1- Por quê: separado com acento

Trata-se da junção entre uma preposição (classe de palavras que tem a função de ligar um termo ao outro) com um pronome interrogativo (quê). É usado apenas em final de oração, pois o “quê” vira tônico antes de ponto de interrogação (lembre-se que na fala é necessário uma entoação na voz para fazer perguntas).  Pode ser trocado, sem nenhum prejuízo por “por qual motivo” e “por qual razão”.

Exemplo: Se os preparativos estão prontos, a Ana está nervosa por quê?

2- Porquê: junto e com acento

É um substantivo e deve vir acompanhado por um artigo “o/os”.  O “porquê” junto e acentuado é sinônimo da palavra motivo e razão (nesse caso sem a preposição “por”).

Exemplo: Nunca me disse o porquê de ter abandonado o emprego.

3- Por que: separado e sem acento

Nesse caso, é semelhante ao “por quê” separado com acento. Forma-se a partir de uma preposição (por) mais um pronome interrogativo ou relativo (que) e pode ser usado tanto em frases interrogativas quanto nas orações afirmativas. Desse modo, aqui também pode ser trocado pela palavra “motivo” ou razão” e serve para perguntas diretas e frases terminadas com ponto final.

Exemplos: Por que você chegou atrasado? (Por qual razão você chegou atrasado?).

Ana sabe por que eu cheguei atrasado. (Ana sabe por qual motivo eu cheguei atrasado.).

4- Porque: junto e sem acento

É uma conjunção explicativa, assim, para não ter erro, você pode substituir por outra conjunção explicativa como “pois”, “já que”, “porquanto”, se não houver prejuízo no sentido, o uso está correto. Ele serve para indicar causa, explicação ou justificativa.

Exemplos: Não consegui jogar bola porque estava doente. (Não consegui jogar, pois estava doente.).

Cheguei muito cedo porque o relógio estava adiantado. (Cheguei muito cedo, pois o relógio estava adiantado.).

Agora que você já sabe as diferenças, fica fácil entender o humor na tirinha criada pelo ilustrador catarinense Alexandre Beck:

Acesse o portal InfoEnem e tenha acesso aos melhores conteúdos e informações sobre o Enem 2020!

Manual do SISU e PROUNI

Manual do SISU e PROUNI

Receba gratuitamente

Não enviamos spam. Seu e-mail está 100% seguro!

Sobre o Autor

Adriana da Silva Moreira
Adriana da Silva Moreira

Adriana da Silva Moreira: Mestranda do programa de Letras Clássicas da Universidade São Paulo. Possui graduação em Letras, com habilitação em Português e Grego pela USP (2016). Concluiu duas Iniciações Científicas na área de Historiografia Grega (2013) e (2016) sob orientação do Prof. Dr. Breno Battistin Sebastiani. Tem interesse na área de Língua e Literatura Grega, com ênfase em Historiografia Grega.