Filme “A Informante” e o tráfico de pessoas

Você já ouviu falar em tráfico de pessoas (ou tráfico humano)? Esse é um dos maiores impasses do nosso século, e é um problema que se manifesta em diferentes regiões do mundo, em diferentes contextos e sociedades. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre essa problemática e sobre sua abordagem no filme “A Informante”.

Tráfico Humano

De acordo com as Nações Unidas, essa prática pode ser definida da seguinte maneira: “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração.”

Em um momento onde muitas pessoas precisam se deslocar em busca de melhores condições de vida, há vulnerabilidade quanto à questão do tráfico; muitas pessoas que aceitam o transporte para outras regiões dentro de seus países ou mesmo em outros territórios nacionais, acabam sendo enganadas e sendo condicionadas ao trabalho escravo, escravidão sexual (no caso de muitas mulheres) ou mesmo têm seus órgãos retirados para sustentar a rede de tráfico de órgãos internacional.

As vítimas dessa prática muitas vezes chegam aos seus destinos presas aos seus traficantes por conta de dívidas: seja sobre o transporte, roupa e alimentação (mesmo que esses sejam precários); quanto mais essas pessoas tentam trabalhar para quitar suas pendências, mais acumulam juros e por consequência ficam mais presas aos traficantes.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), 25 mil vítimas de tráfico humano foram detectadas no mundo todo em 2016; além disso, a mesma organização diz que a maioria das vítimas do tráfico de pessoas são mulheres e meninas, chegando a 72% dos casos (desses números, 83% das mulheres e meninas são traficadas com fins de exploração sexual, 13% para trabalho forçado e 4% para outras finalidades). Mesmo que em menor taxa (21%) os homens também são vítimas do problema, sendo que 82% deles são traficados para trabalhos forçados, 10% com fins de exploração sexual, 1% para remoção de órgãos e 7% para outros objetivos.

Um problema tão grave precisa ser olhado com cautela para preservação da integridade física e psicológica das vítimas, entretanto, em situações de conflito, esse problema acaba sendo muitas vezes encoberto pelas próprias autoridades locais, como mostra o filme “A Informante”.

“A Informante”

O filme A Informante (ou The Whistleblower no título original) foi lançado em 2010 e balançou as estruturas do mundo ao ilustrar o caso real de tráfico de pessoas, denunciado pela policial Kathryn Bolkovac. Kathryn é uma pessoa real, bem como sua história; ela é advogada de direitos humanos, consultora, ex-investigadora policial do Departamento de Polícia de Lincoln e ex-monitora da Força-Tarefa Internacional de Polícia das Nações Unidas na Bósnia e Herzegovina.

A agente aceitou um convite para trabalhar com a Polícia Internacional das Nações Unidas na Bósnia (em contexto de pós-guerra), em uma empresa de segurança privada. Com o tempo, Kathryn, uma das únicas mulheres na região como policial internacional, se torna chefe do departamento de questões de gênero e trabalha no caso de Raya, uma jovem ucraniana que havia sido vendida para uma quadrilha de traficantes de mulheres.

A partir do caso de Raya, ela descobre uma enorme quadrilha, que atua no tráfico humano e na exploração sexual, da qual vários funcionários internacionais participavam. Ela acabou descobrindo que mesmo funcionários da ONU encobriram esses crimes, para proteger lucrativos contratos de segurança e defesa com organizações privadas. Para saber mais sobre o desfecho dessa trama, assista “A Informante”!

O tema na prática

Esse tema ainda não foi abordado em redações ou questões do ENEM, mas sempre existe essa possibilidade! Por isso, lembre-se dos casos citados acima, dos números e das informações compartilhadas, pois temas como esse podem ser abordados principalmente nas redações do ENEM e de outros vestibulares.

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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.