Numerais

Em alguns casos, especialmente em textos dissertativos, os números precisam ser escritos por extenso para seguirem a norma culta da língua portuguesa. Portanto, primeiramente, vejamos que casos são esses:

  • Ao iniciar uma frase com um numeral, deve-se escrevê-lo por extenso;
  • Em textos, os numerais cardinais até dez devem ser escritos por extenso;
  • Os ordinais também devem ser escritos por extenso até o décimo em textos;
  • Os cardinais cem e mil também devem ser escritos por extenso em textos;
  • Todos os numerais fracionários devem ser escritos por extenso.

Estabelecidas as situações em que devemos escrever números por extenso, conheçamos então os tipos de numerais e como escrevê-los!

Numerais cardinais

Os números cardinais são os números “comuns”, aqueles que usamos para contar as coisas: três, vinte e sete, trezentos e quarenta e dois. A conjunção “e” é a que usamos entre centenas, dezenas e unidades para construir o numeral por extenso. Ela só será usada entre milhares e centenas quando o número se encerra nas centenas (doze mil e quinhentos).

Quando o número for grande (na casa dos milhões, por exemplo), para escrevê-lo por extenso basta escrever por “trechos”. Não se usa vírgula nem a conjunção “e” para separar esses trechos (658 249 321 – seiscentos e cinquenta e oito milhões duzentos e quarenta e nove mil trezentos e vinte e um).

Numerais ordinais

Os números ordinais, como o próprio nome diz, são usados para ordenar as coisas, como as colocações em uma competição esportiva, por exemplo (primeiro, segundo, terceiro etc.). Ao escrever um número ordinal por extenso, cada “trecho” deve ser colocado em seu formato ordinal, seja o número na casa dos milhões, dos milhares, das centenas ou das unidades (1632 – milésimo seiscentésimo trigésimo segundo).

Numerais multiplicativos

Estes numerais servem para, justamente, demonstrarem a multiplicação de uma quantidade. Dobro, triplo, quádruplo e quíntuplo são os exemplos iniciais.

Numerais fracionários

Os números que indicam a divisão, fração de um todo são chamados de fracionários. Alguns exemplos deles são: um terço, metade, um oitavo etc.

Números decimais

Os decimais são os números escritos com vírgulas, que representam resultados não inteiros. Eles devem ser lidos de acordo com o número de algarismos dentre os quais estão posicionados. Por exemplo, com dois algarismos (um antes e outro depois da vírgula) temos décimos, com três temos centésimos e assim por diante. Sendo assim, o número 0,3 será lido como três décimos, 0,58 será lido como cinquenta e oito centésimos e 0,214 será lido como duzentos e catorze milésimos.

Concordância

Os números escritos por extenso devem seguir a flexão de número em todos os ordinais (terceiros, vigésimos) e quando terminam em -ão (milhões, bilhões). Os fracionários também devem ser colocados no plural para concordarem com as partes a que se referem (dois sextos, três oitavos).

A flexão de gênero (feminino/masculino) ocorre em todos os números ordinais (terceira, sétima), alguns dos cardinais (uma, duas, quinhentas, novecentas), multiplicativos empregados como adjetivos (folha dupla, dose tripla) e nos fracionários “meio” e “meia”, que devem concordar com as palavras a que se referem (meio bolo, meia pizza).

 Quando NÃO escrever por extenso?

situações em que não faz muito sentido escrever os números por extenso, mesmo em textos dissertativos, por exemplo. São elas: horas, datas, idades, endereços, valores em dinheiro, porcentagens, temperatura, latitudes e longitudes, comprimentos, pesos, capacidades, áreas, volumes, resultados esportivos e de votações.

O que acharam do tópico desta semana? Restou alguma dúvida em relação à escrita de numerais? Já conheciam bem esse tópico? Contem tudo pra gente nos comentários e até a próxima!

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A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
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Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917