Sócrates no Enem

Sócrates (470-399 a.C.) viveu no século V a.C., período conhecido como a “Idade do Ouro” de Atenas. O filósofo não deixou nenhum escrito, tudo que se sabe sobre suas ideias é oriundo de citações de pessoas que o conheceram, como seu discípulo Platão.

Ele é considerado o “pai da filosofia”, pois buscou atingir a verdade a partir do questionamento, da prática filosófica e do diálogo com os cidadãos atenienses. Esses diálogos pareciam se tratar de assuntos triviais, mas, partindo deles, Sócrates abordava questões mais complexas, como as questões humanas, a amizade, o belo e a virtude. Isso distanciou Sócrates dos outros filósofos gregos que o antecederam, os quais estavam focados em explicar a natureza ou desenvolver a retórica.  

Fonte: https://www.colegioateniense.edu.co/socrates.html

Método socrático

No diálogo Teeteto, de Platão, Sócrates compara a função do filósofo como semelhante a parteira: seu objetivo seria dar à luz ideias, isto é, gerar o “parto” dos novos conhecimentos.

Para executar essa tarefa, ele utilizava um método dialético, dividido em ironia e maiêutica:

  • Maiêutica: é o método socrático de obtenção da verdade, segundo ele, cada pessoa seria capaz de atingi-la, cabendo ao filósofo apenas a função de facilitar esse encontro através de perguntas.
  • Ironia socrática: é o nome da postura adotada por Sócrates durante as conversas, nas quais ele abalava as crenças previamente construídas e expunha a fragilidade das argumentações. Ainda no diálogo de Teeteto ele apresentou uma metáfora para ilustrar sua luta contra a passividade intelectual da sociedade ateniense: Atenas era uma égua preguiçosa e ele era um pequeno mosquito, que mordia os flancos da égua para provocar alguma reação e tirá-la daquele estado de adormecimento.

Princípio ético no pensamento socrático

Há um princípio ético na base do pensamento de Sócrates, pois, uma vez que o homem é racional, ele teria a capacidade de conhecer a verdade, a qual não se encontra apenas dentro dele, mas também na natureza. Como o homem está inserido na natureza e participa dela, pode-se dizer que ele faz parte da verdade, assim, pode ter acesso a ela pelo pensamento. Com esse conhecimento, o homem ganha autonomia, ou seja, a capacidade de determinar sua própria conduta e suas próprias normas. Por isso, Sócrates ressaltava a importância da consciência ética, visto que, ao definir sua conduta, o indivíduo deveria, necessariamente, considerar sua relação com a verdade. Desta forma, Sócrates identifica o homem com sua psycheé, isto é, sua alma, caracterizada simultaneamente como centro da racionalidade, da personalidade e da consciência ética.

O julgamento de Sócrates

A morte de Sócrates, de Jaques-Louis David, 1787. Fonte: https://pergaminhofilosofico.wordpress.com/2015/10/01/o-julgamento-de-socrates/

No ano de 399 a.C., Sócrates foi julgado por um tribunal de cidadãos, acusado de “corromper a juventude” ateniense e introduzir o culto a novos deuses na cidade. Apesar de apresentar uma argumentação sólida durante o julgamento e de questionar o significado de “corromper a juventude”, ele foi considerado culpado e condenado à morte. No entanto, havia uma tradição que possibilitava a escolha de uma pena mais branda, mas isso, para Sócrates, seria o reconhecimento da culpa, algo que seria impensável, assim, ele recusou essa possibilidade e preferiu constranger os cidadãos atenienses e seus juízes, obrigando-os a condená-lo a morte.

Platão, inconformado com a morte do mestre, começou a escrever a Apologia de Sócrates, uma obra que possuía o intuito de defender a memória de Sócrates e consertar, ou ao menos provar, a injustiça da condenação.

Questão – Enem 2017

Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.

BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na

a) Contemplação da tradição mítica.

b) Sustentação do método dialético.

c) Relativização do saber verdadeiro.

d) Valorização da argumentação retórica.

e) Investigação dos fundamentos da natureza.

A alternativa correta é a letra B.

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