Uma história inspiradora de refúgio e como a questão cai no Enem

Com toda certeza você já ouviu falar em migração e refúgio, certo? Esses dois fenômenos vêm, infelizmente, ganhando cada vez mais notoriedade em virtude de sua frequência – seja na Europa, em África ou mesmo aqui na América do Sul, os movimento migratórios, principalmente de refugiados, acontecem cada vez mais.

Para saber mais sobre a diferença entre migração, imigração e refúgio, leia os gráficos a seguir disponibilizados nas redes sociais do Portal InfoENEM!

Apesar das causas da migração e do refúgio serem diversas, uma das mais frequentes, principalmente nas regiões de África e no chamado Oriente Médio, é a perda de território – de casas, habitação, segurança, qualidade de vida – por conflitos armados. Mas outras questões como miséria, que é o que ocorre no caso da Venezuela, também podem ocasionar migração ou mesmo refúgio, dependendo da gravidade do caso. 

Quando falamos sobre fenômenos como esse, acabamos correndo um sério risco: desumanizar uma das questões mais humanitárias que existem; não podemos cair na armadilha de tratar essas pessoas como números ou gráficos; elas têm nome e sobrenome e histórias, que podem nos ensinar muito. Por isso hoje, vamos falar sobre refúgio sem usar números e gráficos, vamos usar nomes, mais precisamente, o nome de Yusra Mardini.

Yusra, então em 15 anos, em 2015, vivia em Darayya (subúrbio de Damasco na Síria) com a irmã; com o avanço da Guerra na Síria, elas decidiram partir para Europa – o plano era levar a mãe e a irmã mais nova com elas, mas no final das contas, isso não deu certo.

Em agosto de 2015, ela e a irmã subiram em um barco com cerca de 20 outras pessoas que deixavam a região – a embarcação tinha capacidade para 7 pessoas. A ideia era a de alcançar a Grécia por meio da costa Turca, uma distância consideravelmente curta – mas no meio desse trajeto inofensivo, o motor do barco falhou.

As ondas ficavam mais fortes e anoitecia. Por sorte, Yusra e sua irmã sabiam nadar, e por isso elas se revezavam descendo do barco para diminuir o peso no mesmo. Nadaram em mar aberto por mais de três horas, pediram por ajuda, mas ninguém apareceu. Tempo depois, o motor voltou a funcionar, mas antes disso, Yusra e sua irmã puxaram o bote pelo mar aberto. Sozinhas.

“Eu me contorço com essa história, tentando entender por que conseguimos sobreviver e outras pessoas não. Cada vez que ouço que um grupo se afogou no mar, isso me leva de volta para lá, agarrada à corda do barco, batendo as pernas desesperadamente na água.”

Depois de sua experiência, Yusra se tornou Embaixadora da Boa Vontade na ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e também integrou o primeiro grupo de refugiados nas Olimpíadas de 2018. Inspiradora, não é?

Agora que já sabemos mais sobre ela, vamos responder uma questão juntos!

(Enem/2018) Em Beirute, no Líbano, quando perguntado sobre onde se encontram os refugiados sírios, a resposta do homem é imediata: “em todos os lugares e em lugar nenhum”. Andando ao acaso, não é raro ver, sob um prédio ou num canto de calçada, ao abrigo do vento, uma família refugiada em volta de uma refeição frugal posta sobre jornais como se fossem guardanapos. Também se vê de vez em quando uma tenda com a sigla ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), erguida em um dos raros terrenos vagos da capital.

JABER, H. Quem realmente acolhe os refugiados? Le Monde Diplomatique Brasil, out.2015 (adaptado).

O cenário descrito aponta para uma crise humanitária que é explicada pelo processo de

A) migração massiva de pessoas atingidas por catástrofe natural.

B) hibridização cultural de grupos caracterizados por homogeneidade social.

C) desmobilização voluntária de militantes cooptados por seitas extremistas.

D) peregrinações religiosas de fiéis orientados por lideranças fundamentalistas.

E) desterritorialização forçada de populações afetadas por conflitos armados.

ALTERNATIVA CORRETA – E

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

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Sobre o Autor

Raphaele Godinho
Raphaele Godinho

Raphaele Godinho: Estudante de Relações Internacionais, coordenação do movimento Resgatando e Valorizando a Mulher, Three Dot Dash Global Teen Leader 2020 by We Are a Family Foundation.