28 de junho: dia mundial do Orgulho LGBTQIA+

Junho é considerado o mês do orgulho LGBTQIA+, um mês em que se almeja não apenas orgulhar-se de quem se é, mas dedicar-se na exposição e na luta contra as violências e preconceitos diários. Em um mundo – apesar das especificidades políticas e sociais entre os países – onde ter uma identidade não-cisgênera ou uma orientação sexual diferente da heterossexualidade representa um risco à vida, um mês é insuficiente para reconhecer e contribuir à luta LGBTQIA+.

Figura reproduzida do site: https://ctb.org.br/noticias/movimentos-sociais/o-dia-internacional-do-orgulho-lgbt-ressalta-a-necessidade-de-uniao-contra-os-fascismo/

Apesar dos inúmeros avanços sociais em direção à igualdade, a população LGBTQIA+ ainda é alvo de legislações conservadoras – países como a Arábia Saudita e a Somália punem a homossexualidade com pena de morte e, de acordo com a International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association (ILGA World), outros 70 países a criminalizam – e de uma violência estrutural contra suas existências – basta observar a disparidade entre a expectativa média de vida da população brasileira, 76 anos, em contraposição a expectativa de vida de uma pessoa trans no país, 35 anos; ou nos 1292 assassinatos que foram cometidos contra pessoas com uma orientação sexual ou identidade de gênero diversa, entre 2014 e 2020 na América Latina. Sendo assim, junho não é apenas um mês de orgulho, mas também de denúncia e luta.

Mas, afinal, por que o dia 28 de junho é o dia mundial do Orgulho LGBTQIA+?

A data foi escolhida em razão da Revolta de Stonewall, ocorrida em Nova Iorque em 1969. Protagonizada por mulheres transexuais e travestis, foi a primeira grande manifestação da população LGBTQIA+ e ocorreu em resposta à série de batidas policiais violentas que ocorreram no bar nova iorquino Stonewall, um famoso ponto de encontro de pessoas marginalizadas socialmente. Essa resistência à violência durou vários dias e recebeu apoio de diferentes camadas da sociedade, o que possibilitou a o início da visibilidade da pauta LGBTQIA+.

No ano seguinte à revolta foi realizada a primeira Marcha do Orgulho Gay (nome dado ao movimento na época), inaugurando, assim, a tradição das paradas de orgulho, que a partir da década de 1990 começam a receber outros nomes com o intuito de abranger outras formas de existência e de exercício da sexualidade.

A revolta de Stonewall, portanto, potencializou atos de rua e a organização da comunidade LGBTQIA+ enquanto não apenas um grupo de identificação, mas como movimento social em luta por direitos.

Ao lado esquerdo da imagem, Sylvia Rivera; ao lado direito, segurando um guarda-chuva, Marsha P. Johnson (figuras centrais à Revolta de Stonewall)

Figura reproduzida do site: https://revistahibrida.com.br/revista/edicao-4/50-anos-stonewall/sylviaemarsha/

Mas e a América Latina?

No caso latino-americano, os movimentos LGBTQIA+ buscam reconhecimento político e condições de igualdade jurídicas e concretas desde os anos 1960, mas de maneira mais intensificada e organizada a partir da década de 1980.

Principalmente após os anos 2000 a América Latina, em especial a América do Sul e o México, avançou significativamente no reconhecimento de direitos dessa população – uma diferença em relação ao reconhecimento de direitos na Europa, pois lá primeiro foram reconhecidos os direitos reprodutivos, pautados pelos movimentos feministas, e posteriormente, reconheceram-se os direitos LGBTQIA+; já na América Latina ocorreu o processo inverso.

Apesar do vanguardismo de alguns países latino-americanos ao reconhecimento de direitos das comunidades LGBTQIA+, existe uma assimetria entre o institucional e o cultural, social e real, uma vez que determinados direitos são assegurados formalmente, mas, na prática, não se concretizam e são constantemente deslegitimados e contestados por grupos conservadores e preconceituosos. Sendo assim, evidencia-se que apenas a luta institucional não basta, é necessário que todas as camadas da sociedade atuem conjuntamente na luta contra a desigualdade, estigmas e preconceitos. 

Questão

(ENEM 2011) Em uma das reuniões do GPH (Grupo de Pais de Homossexuais) na rua Major Sertório, no centro de São Paulo, mais de 80 jovens ocupam uma sala. Sentados em cadeiras, sofás ou em almofadas no chão, conversam, esclarecem dúvidas e falam sobre as dificuldades e prazeres típicos desta fase da vida. No final, participam de uma confraternização com lanche e música. O que os une nesta tarde de domingo não é política ou religião, mas a orientação sexual: eles são LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) ou querem conhecer pessoas que sejam, por conta de dúvidas quanto à própria sexualidade.

FUHRMANN, L. Mães e filhos: um grupo em São Paulo ajuda familiares a lidar com a homossexualidade de jovens e adolescentes. Carta Capital. N° 589, São Paulo: Confiança, mar. 2010.

Tendo em conta as formas de incompreensão e intolerância que ainda marcam certas visões sobre o tema da diversidade sexual, o que embasa a criação de movimentos sociais como o GPH e de outros grupos LGBT com o mesmo perfil?

a) A liberalidade frequente dos pais de homossexuais.

b) As normas legais que amparam os homossexuais.

c) A participação político-partidária dos grupos LGBT.

d) A necessidade de superar o medo e a discriminação.

e) As tentativas de atrair os consumidores gays.

A alternativa correta é a letra D.

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Sobre o Autor

Brenda Buzzo
Brenda Buzzo

Estudante de Ciências Sociais na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui formação técnica na área de alimentos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, Campus São Roque. Tem experiência em pesquisa na área de sociologia da alimentação e possui interesse nas áreas de pensamento social, estudos de gênero e sociologia política.