Possibilidades para a Redação do Enem 2021: Educação Financeira

A educação financeira não costuma ser um tema recorrente em debates, mas entrou no radar de algumas discussões após a inserção no currículo escolar em anos recentes. Com essa resolução tardia dos responsáveis pela educação no país e a situação econômica complicada em que muitos brasileiros se encontram (além do próprio país, historicamente), é válido supor que o assunto é uma possibilidade para a proposta de redação do Enem.

Os primeiros itens a serem pesquisados e estudados para uma boa formação de base de informação para uma dissertação sobre o tópico são as notícias mencionando a inclusão da matéria no currículo escolar, já que essa inserção seria muito provavelmente a motivação de uma ideia de proposta relacionada à educação financeira. Checar como esse tópico será inserido nas aulas e quais os conteúdos a serem tratados também é um bom modo de informar-se sobre o assunto. Juntamente, é necessário conhecer a situação econômica dos brasileiros. Obviamente fazemos parte dessa população e sabemos muito bem o quanto é difícil conseguir viver com um certo conforto no país, especialmente dependendo da classe social. Observar pais, familiares e as pessoas ao nosso redor também pode constatar a complicação econômica em que muitos conterrâneos se encontram. Sendo assim, ter índices em mãos será um excelente arsenal na construção da produção. Dentre eles, é interessante conhecer a renda média dos brasileiros (talvez até mesmo por faixa social, região do país etc.), qual seria o valor ideal para que as contas básicas fossem pagas com tranquilidade e o índice de inadimplência no Brasil, consequência direta não só da falta de condições, mas também da falta de instrução financeira dos brasileiros, que se estende há muito tempo (se é que já existiu em larga escala em algum momento).

Com todos esses dados em mãos, provavelmente seria bastante tranquilo construir uma argumentação que comprovasse a situação de falta de educação financeira de muitos brasileiros. É claro que o salário-mínimo por si só, por exemplo, já é bastante insuficiente para que viva-se com tranquilidade, mas talvez um certo conhecimento acerca de uso de dinheiro, controle e investimentos já auxiliasse-nos a viver com alguma porcentagem a mais de tranquilidade em um país como o nosso. O caminho a ser feito pode também comprovar a baixa renda do brasileiro médio e comprovar que a educação financeira traria pelo menos algum alívio aos lares no território nacional (é preciso realçar que saber o que é a educação financeira e até mesmo ter noções básicas de como aplicá-la pode ser extremamente útil em um texto como esse – e, com certeza, na vida).

Por fim, como sempre, vem a proposta de intervenção. É bom lembrar que apenas atestar algo que já está sendo feito não vale como sugestão, então mencionar a inserção da educação financeira no currículo escolar apenas não garantirá pontos na quinta competência. Tratar de medidas já implantadas é plenamente possível, mas deve-se sempre tentar sugerir ampliações e/ou melhoras, detalhando-as bem, como qualquer outra proposta de intervenção. Claramente, novas medidas também são bem-vindas e podem complementar a existente ou até mesmo serem mencionadas de forma independente.

O que acharam da possibilidade de tema desta semana? Já escreveram sobre ele? Acharam mais fácil ou mais difícil do que outros temas? Que propostas sugeririam? Contem tudo pra gente nos comentários e até a semana que vem!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917