Preposições

As preposições são aquelas palavrinhas pequenas e invariáveis (não precisam concordar com número, gênero ou grau) que ligam outras duas em alguns tipos de relações. São elas:

Lugar

Ele veio de Santa Catarina.

Modo

Os alunos foram colocados em fila indiana.

Tempo

O infectologista estudou aquele vírus por anos.

Distância

O restaurante fica a dois quilômetros daqui.

Causa

Ela conseguiu uma bolsa de estudos com as notas altas.

Instrumento

Eles cortaram o peru de Natal com uma faca bem afiada.

Finalidade

A casa foi enfeitada para receber a família.

Preposições essenciais

Há algumas preposições que pertencem única e exclusivamente a esta classe de palavras, funcionando e sendo usadas apenas nela, por isso o nome “essenciais”. São elas: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Preposições acidentais

Já as preposições acidentais são aquelas que têm sua origem em outras classes de palavras, mas, dependendo da situação e da necessidade, podem ser utilizadas como preposições. Alguns exemplos: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.

Locuções prepositivas

As locuções prepositivas são os grupinhos de duas ou mais palavras que acabam funcionando como preposições. A expressão sempre termina com uma preposição “oficial”, do grupo das essenciais. Alguns exemplos: abaixo de, acima de, a fim de (MUITA atenção com esta aqui! “A fim” é separado, ok? O sentido de “afim” junto até existe, mas tem um uso bastante mais raro e o pessoal tem errado bastante ao juntar a expressão que deveria ser separada.), além de, antes de, até a, depois de, ao invés de, ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a par de, perto de, por causa de, através de, etc.

Combinações e Contrações

Em um dos artigos anteriores desta coluna de gramática já tratamos das combinações e contrações possíveis com os artigos definidos e indefinidos. Há, ainda, mais algumas possíveis. Vejamos:

– “a” pode unir-se a “onde” e resultar na combinação “aonde” (utilizável com verbos com ideia de deslocamento, como em “aonde você vai?”);

– além das combinações e contrações com os artigos definidos e indefinidos, das quais já tratamos, “de” pode sofrer contração com os pronomes demonstrativos “esse(s)”, “essa(s)”, “este(s)”, “esta(s)”, “isto”, “isso”, “aquele(s)”, “aquela(s)”, “aquilo”, resultando em “desse”, “daquele”, “disso” etc. “De” também pode contrair-se com os pronomes pessoais “ele(s)” e “ela(s)”, formando “dele(s)” e “dela(s)”. O pronome indefinido “outro(a)(s)” também pode contrair-se com “de” e formar “doutro(a)(s)”. Por fim, com os advérbios “aqui”, aí” e “ali” também é possível formar “daqui”, “daí” e “dali”.

– a preposição “em” pode unir-se aos artigos definidos e indefinidos, dos quais também já tratamos. No mais, os pronomes demonstrativos transformam-se em “nesse(a)(s)”, “neste(a)(s)”, “nisso”, “nisto”, “naquilo” e “naquele(a)(s)”; os pronomes pessoais viram “nele(s)” e “nela(s)”.

As contrações “pra”, “pro”, “pras” e “pros” são reduções informais das combinações “para a”, “para o”, “para as” e “para os” e são comumente utilizadas na fala, devendo ser evitadas na escrita formal, ok?

O que acharam do tópico desta semana? Tinham alguma dúvida em relação às preposições que foi resolvido hoje? Quais outros pontos da língua portuguesa gostariam de ver tratados aqui? Contem tudo pra gente nos comentários e até a próxima!

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Por quê, Porquê, Porque e Por que: aprenda a diferença entre cada um para não errar no Enem!

A língua portuguesa é de fato muito rica e por isso traz um grande número de possibilidades para algumas palavras e isso, às vezes, pode causar dúvidas aos falantes de seu idioma. Uma dessas dúvidas mais comuns está ligada ao uso dos “porquês”. Na fala não há motivo nenhum para preocupação, mas na hora da escrita em norma padrão quase sempre é feita uma consulta para saber a diferença entre um e outro e não fazer feio no texto.
https://infoenem.com.br/por-que-porque-porque-e-por-que-aprenda-a-diferenca-entre-cada-um-para-nao-errar-no-enem/

O que é SiSU?

É o sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior (federais e estaduais) oferecem vagas a candidatos participantes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
https://infoenem.com.br/como-funciona-o-sisu/

Sobre o Autor

Vanessa Christine Ramos Reck
Vanessa Christine Ramos Reck

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Estadual de Campinas(2011). Tem experiência na área de Letras. http://lattes.cnpq.br/6444202678156917